Blog do Professor Rafael Porcari

observações e manifestações do Prof Rafael Porcari sobre os diversos temas atuais. Debata e Comente os assuntos, vamos desenvolver nosso espírito crítico!

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Terra Blog

24.04.08

Entendendo as Altas nos Preços do Mundo

Certas economias sentem mais as crises do que outras. Mas certo é, nesses tempos de globalização, que todos hão de senti-la. É o chamado “efeito borboleta”, que para muitos é “efeito dominó”. O nome, em si, não importa.
Hoje, muito se reclama na alta dos preços dos combustíveis e dos alimentos. Países pobres estão, logicamente, sofrendo muito mais do que os ricos quanto à alimentação, que por ventura se preocupam mais com o preço da gasolina. Mas o que desencadeou essa crise nos preços mundiais?
Segundo a ONU ( que depois negou seu próprio discurso), a alta no preço dos alimentos se deve ao plantio dos biocombustíveis, e principalmente ao... Brasil! Ora, fazemos apologia e desejamos ser o celeiro do mundo, pois como disse o navegador português, “aqui se plantando tudo dá”. Mas será que é para tanto? Muitos ativistas reclamam que alguns países (principalmente o nosso) substituem plantação de comida por produção de álcool, encarecendo os alimentos. Mas sabiamente o presidente Lula retrucou dizendo que “ninguém vai falar que o aumento do petróleo encarece o Diesel que é necessário para a logística da produção”? Boas palavras, que poderiam e deveriam ser complementadas com o discurso de que o álcool (ainda) não é a matriz energética do mundo, mas sim o petróleo (energia para transporte, evidentemente). Para se ter idéia, 1 litro de Gasolina na França custa 1,5 euro; na Itália, 1,94 euro; na Inglaterra (transformado de libra para euro), 2,02 euro. Comparado ao nosso 2,39-2,49 reais, é um preço altíssimo, mesmo com os custos de vida e receitas européias.
O barril de petróleo, matéria-prima do Diesel que move os caminhões que transportam alimentos e das máquinas / equipamentos agrícolas, passou a marca histórica dos 100 dólares o barril há tempos. Nunca o preço esteve tão alto, nem na crise do petróleo dos anos 70. Sabemos também que o petróleo não é um bem renovável, e um dia suas reservas irão se esgotar. Tudo isso contribui para a alta do produto e reflete no preço dos alimentos. A verdade, única e crua, é essa.
Mas e quanto o “plantar energia ao invés de plantar comida”? Em parte, poderia ser verdade, se substituíssemos a área plantada de arroz, feijão e hortaliças, por área plantada de cana. E isso se tem observado nos EUA (a mudança da cultura agrícola), mas com um detalhe: ao invés de cana, se utiliza o milho para a produção de álcool. Logicamente, faltará milho para comer e o preço aumentará. E a produção do álcool de milho é caríssima.
Já no Brasil, possuímos a cultura da cana tropical, que produz álcool de ótima qualidade a um preço inferior. Mas com uma característica singular: não substituímos a comida pelo álcool, mas ampliamos as áreas de plantio. Assim, não há justificativa para criticar nosso agronegócio. Tampouco elementos para provocar alta no preço dos alimentos. Lá fora, verdadeiramente, a comida sobe pelo preço do combustível (Diesel, não Álcool como já explicado). Aqui, os alimentos têm subido por problemas pontuais: as fortes chuvas que atingiram como nunca o Nordestes brasileiro, a péssima estrutura logística, e o aumento do custo do trigo argentino (a Argentina vendia trigo para nós, mas está segurando o produto para trocar com gás boliviano ou petróleo venezuelano, fazendo com que o pão suba sensivelmente). Assim, uma coisa não tem (mais ou menos) a ver com a outra.
Importante: a Petrobrás divulgou (na surdina, é verdade) um estudo no qual necessitaria aumentar em 24% os preços da Gasolina e Diesel, para se equiparar aos mercados internacionais. Aí teríamos aumento de alimentos ocasionados pelo aumento dos combustíveis.

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