Blog do Professor Rafael Porcari

observações e manifestações do Prof Rafael Porcari sobre os diversos temas atuais. Debata e Comente os assuntos, vamos desenvolver nosso espírito crítico!

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Arquivo de: Fevereiro 2009, 17

17.02.09

As ilhas de emprego no Brasil

Em tempos de crise, ainda há terra de oportunidade para empregos no Brasil. Veja onde ainda se contrata:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0936/economia/onde-vai-emprego-419465.html



Para onde vai o emprego

O mercado de trabalho brasileiro sofreu um baque nos últimos meses - mas, apesar da crise global, as estimativas mostram que a economia do país ainda vai gerar centenas de milhares de empregos formais em 2009



Em menos de dois meses, o clima entre os 2 000 funcionários da subsidiária brasileira da MWM International - uma das maiores fabricantes de motores de carros, ônibus e tratores do mundo - mudou radicalmente. Eles, que vinham trabalhando em ritmo frenético quase até o final de 2008, e por isso fizeram jus às mais altas bonificações pagas em razão dos resultados da empresa, iniciaram o ano novo sob a angustiante dúvida de permanecer empregados ou não. "Em 31 de outubro, finalizamos o melhor ano fiscal de nossa história e, até meados de novembro, não sentimos nenhum reflexo da crise", afirma Waldey Sanchez, presidente da MWM no Brasil. No fim de novembro, porém, as programações de produção das montadoras que compram os motores da MWM começaram a sofrer cortes. Em dezembro, as revisões de pedidos dos clientes - que enviam nessa época o planejamento de encomendas do ano todo - passaram a indicar que, em 2009, a empresa venderia quase 30% menos motores que no ano passado. A MWM replicava, assim, o movimento quase generalizado de redução brusca nos negócios no país. A economia brasileira, que chegou a setembro crescendo a um ritmo anualizado de 7%, passou por uma reviravolta em outubro, a ponto de os economistas estimarem que houve recuo do produto interno bruto no último trimestre de 2008.

O capítulo mais recente da história vivida pela MWM ocorreu em 29 de janeiro, quando os funcionários reunidos em assembleia na fábrica, em São Paulo, aprovaram acordo para reduzir, a partir de fevereiro, 20% da jornada mensal de trabalho e 17,5% de seus salários. Contrariamente ao que ocorreu em outras empresas, os funcionários da MWM aprovaram o acordo sem protestos. Talvez essa aceitação só tenha sido possível graças à postura do presidente da companhia. Sanchez não enviou um advogado para tratar com os sindicalistas. Foi pessoalmente expor a situação da empresa na sede do sindicato dos metalúrgicos, no bairro da Liberdade, no Centro de São Paulo. Em troca da concessão feita, os funcionários da MWM conseguiram a garantia de manter os empregos por mais alguns meses. A esperança dos trabalhadores e da cúpula da empresa é que a redução dos salários permita a travessia do período mais agudo da crise para o momento em que as encomendas voltem a crescer, um cenário vislumbrado para abril. "O objetivo é manter todos os funcionários, pois, como disse Henry Ford, um desempregado é uma pessoa a menos para consumir e uma a mais para alimentar a crise", diz Sanchez. Ele próprio também receberá o holerite de fevereiro mais magro.
O efeito mais concreto da crise econômica mundial finalmente chegou ao Brasil neste começo de ano com a divulgação do balanço de demissões ocorridas em dezembro - o corte foi de 655 000 postos, quando o esperado seria de no máximo 400 000 - e com novos anúncios de demissões em janeiro. A rapidez do agravamento da situação assustou, com razão, trabalhadores e empresários no país inteiro. Como o encolhimento do mercado é hoje um drama mundial, também se disseminou a dúvida sobre o que acontecerá com o emprego ao longo de 2009. Na tentativa de jogar luz sobre esse cenário ainda nebuloso, EXAME consultou dezenas de economistas, especialistas em trabalho e empresários. Teve acesso exclusivo também a um estudo realizado pela LCA, uma das consultorias econômicas com mais tradição em projeções na área de emprego. A opinião geral é que, sim, o desemprego aumentará em 2009. Porém, o impacto sobre o mercado de trabalho ficará longe das piores crises sofridas pelo país no passado.
O estudo da LCA projeta dois cenários para 2009. O que a consultoria considera mais provável é que a taxa média de desemprego suba para 8,5%, ante os 7,9% registrados em 2008, quando o país teve a menor taxa de desocupados desde que o acompanhamento passou a ser feito. Esse cenário toma como premissa um crescimento do PIB de 2,8%. Isso permitiria que, neste ano, o Brasil obtivesse um saldo positivo - resultante da diferença entre admissões e demissões - de 875 000 postos de trabalho com carteira assinada. No outro cenário, mais adverso por se basear nas previsões predominantes no mercado de que a economia crescerá apenas 1,8%, o número de vagas criadas cairia para 578 000, o que elevaria a taxa de desemprego para 9%. "Os resultados são bastante inferiores aos do ano passado, quando o saldo entre pessoas admitidas e demitidas foi positivo em 1,5 milhão de empregos", afirma o economista Fábio Romão, autor do estudo. "Mas, com as informações que temos hoje, mesmo a projeção mais conservadora não deve provocar uma situação muito pior que a de 2002, quando muitas empresas demitiram em razão das turbulências provocadas durante a pré-eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva." Não se trata de uma boa notícia - longe disso. Estima-se que o Brasil precise criar mais de 1 milhão de novos postos formais a cada ano para dar conta da chegada de jovens ao mercado. Gerar menos vagas, como tudo indica que vá acontecer em 2009, significa deixar mais gente de fora. Mas o ponto é que o Brasil abrirá centenas de milhares de novos empregos neste ano - mesmo em meio a um dos piores anos da economia internacional. Em dezembro, portanto, haverá mais brasileiros no mercado de trabalho formal do que há hoje.
Não se pode esquecer que a crise atual ainda está em andamento - e possivelmente apenas no início. Seus desdobramentos dependem não só de novos acontecimentos mas, sobretudo, da reação de empresários e consumidores a cada novo capítulo. Essas reações, por sua vez, dependem fundamentalmente da fidelidade das informações a que as pessoas têm acesso. É particularmente importante entender o grau de contaminação da economia. "Apesar da multiplicação das notícias de demissões, vale observar que, pelo menos por enquanto, não há uma onda generalizada de cortes", afirma José Márcio Camargo, doutor em economia do trabalho e sócio da Opus Gestão de Recursos. Até agora, as demissões estão mais localizadas em três grupos de empresas: nas exportadoras, em razão da desaceleração da demanda internacional, na construção civil e nas indústrias de bens duráveis de preço alto, como os automóveis, cujas vendas no mercado interno dependem da oferta de crédito e da confiança do consumidor. A redução do crédito fez com que as montadoras de veículos fossem rapidamente atingidas e apelassem para a demissão de empregados temporários e para acordos de redução de jornada e salário.
No caso da construção civil, a queda do emprego já foi forte. "De outubro a dezembro, tivemos uma perda líquida de 40 000 postos de trabalho", afirma Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil. Trata-se de uma mudança drástica, considerando que o setor havia criado 300 000 novos empregos de janeiro a setembro. Ainda assim, Simão acredita que haverá uma boa recuperação no segundo semestre, especialmente se forem confirmadas novas medidas do governo de apoio ao setor. Entre as medidas aguardadas pelas construtoras e pelas incorporadoras como parte de um pacote em gestação na Casa Civil e no Ministério da Fazenda há planos para estimular a construção de casas populares e para ampliar os financiamentos à classe média (até o fechamento desta edição, em 2 de fevereiro, nada havia sido anunciado). Também há estudos de novas concessões de estradas. "Este ano será uma ducha fria se comparado com 2008, quando estávamos superaquecidos", diz Simão. "Mas não deve ser um dos períodos mais difíceis que enfrentamos caso o governo faça o que tem dito que irá fazer." Apesar do relativo otimismo, Simão sabe que, caso o crédito permaneça restrito por muito mais tempo, não há governo que consiga evitar uma mortandade de postos de trabalho no setor. "Antes levantávamos dinheiro nos bancos em apenas 15 dias. Agora, os processos se arrastam e, consequentemente, as incorporadoras não lançam mais nada", diz ele. Por enquanto, as empresas do setor vão se virando como podem para tentar manter as vendas. A paulista Goldfarb, uma das maiores incorporadoras e construtoras de residências para classe média baixa no país, manteve de novembro até o final de janeiro uma promoção para tirar o receio de quem anda preocupado em assumir financiamentos diante da crise econômica. "Em vez de nos retrair, optamos por uma estratégia de investir em marketing. Anunciamos que garantiríamos a recompra dos imóveis, com devolução integral do valor pago, aos clientes que perdessem o emprego durante a construção do imóvel", diz José Antonio Grabowsky, presidente da PDG Realty, empresa de investimentos que é sócia da Goldfarb.

O mapa do emprego

O impacto sobre o emprego irá variar entre os setores produtivos e as várias regiões do país. O epicentro da crise, pelo menos por ora, são as áreas mais ricas e industrializadas. O investimento das empresas, que vinha funcionando como um motor do crescimento, deve recuar, passando de uma expansão de 17% no ano passado para apenas 4% em 2009, de acordo com previsão da consultoria econômica MCM. Essa queda afeta não apenas as fabricantes de máquinas e equipamentos como também a siderurgia. São indústrias concentradas principalmente no Sudeste. Também a Zona Franca de Manaus está no grupo das mais afetadas, devido à concentração de montadoras de motocicletas e de produtos eletroeletrônicos. Na outra ponta estão as regiões Nordeste e Norte. Por terem economias menos sofisticadas e mais dependentes de transferências do governo, devem sentir menos os efeitos da crise. "Boa parte da população nordestina vive de benefícios da Previdência e do Bolsa Família, e esses recursos são garantidos, com crise ou sem crise", diz o consultor Camargo. Sul e Centro-Oeste, com grande presença do agronegócio, estão numa posição intermediária - a maior preocupação é com o desempenho de suas exportações.
Em meio a um cenário difícil, há verdadeiros oásis de tranquilidade. "Estamos na contramão do noticiário, pois nosso problema hoje é contratar, não demitir", afirma Angelo Bellelis, presidente do Estaleiro Atlântico Sul, instalado junto ao porto de Suape, no litoral pernambucano. Neste ano, a empresa passará dos atuais 1 500 funcionários para pelo menos o dobro para atender às encomendas de 15 navios petroleiros, da Transpetro, empresa que gerencia a frota de navios da Petrobras, e de um casco de plataforma de petróleo. Até agora, não houve sinais de adiamento de nenhum pedido. Pelo contrário: o primeiro navio a ser entregue teve o prazo antecipado de agosto para abril de 2010. A cada dois meses e meio entram 300 novos funcionários no estaleiro. Antes do início do trabalho, eles recebem seis meses de cursos de qualificação, dada a dificuldade de encontrar mão-de-obra treinada depois que a indústria naval foi ressuscitada. "É um privilégio não só empregar essas pessoas mas principalmente qualificá-las", diz Bellelis.
Os navios petroleiros estão na mesma categoria de grande parte das obras de infraestrutura, que levam anos até ficar prontas. É o caso da construção de usinas de geração de energia, da prospecção e exploração de petróleo, dos reparos em estradas já concedidas ao setor privado e de outras obras. A maioria desses projetos tem recursos garantidos, e sua interrupção causaria mais prejuízo do que sua continuidade. Em janeiro, quando a onda de desemprego já batia no Brasil, a construtora OAS admitiu 1 000 funcionários com carteira assinada. Todos vão trabalhar nas obras da hidrelétrica de Estreito, um empreendimento de 3,3 bilhões de reais, do grupo franco-belga Suez. A usina, localizada no Maranhão, é uma sociedade entre Suez, Vale, Alcoa e Camargo Corrêa. A obra, iniciada em 2007, será concluída em 2010 e terá capacidade de gerar energia para abastecer uma cidade de 1,5 milhão de habitantes. Apenas na construção de Estreito trabalham hoje 6 000 pessoas. Além de Estreito, a Suez está construindo a hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia, que vai consumir 9 bilhões de reais de investimento e gerar 28 000 empregos diretos e indiretos até 2012. Por enquanto, o canteiro emprega 600 pessoas, mas o plano é chegar em dezembro a 6 500 funcionários e a 10 000 em 2010. "Não vamos diminuir ou interromper nenhum projeto", diz Mauricio Bähr, presidente do conselho de administração do grupo Suez no Brasil. "Os recursos estão garantidos e a energia que será gerada ali já foi vendida."
A aposta dos especialistas é que o mercado doméstico também funcione como um amortecedor da crise sobre o país e ajude a preservar empregos, especialmente nos setores de produtos básicos. O varejo de alimentos e de medicamentos, por exemplo, sofrerá menos impacto que os demais, sobretudo porque alimentação e remédios são necessidades básicas da população e têm prioridade em caso de algum aperto financeiro. Até agora, a crise não se refletiu no resultado das vendas da rede francesa Carrefour, que não só manteve seu quadro de funcionários como prevê contratações. A empresa confirma a abertura de 70 lojas neste ano, incluindo todas as suas bandeiras - Carrefour, Carrefour Bairro, Atacadão e Dia %. A expansão criará 4 000 novos postos de trabalho. Até o final de 2010, o grupo realizará investimentos de 2 bilhões de reais. "O Brasil continua a ser um dos países prioritários para os investimentos do grupo", afirma Jean-Marc Pueyo, presidente da rede no país.
Há razões para a confiança de multinacionais, como o Carrefour, no país. Se é verdade que o Brasil está sendo duramente afetado pela crise, também é certo que poucos países estão mais preparados para enfrentá-la. Afinal, temos um mercado doméstico forte e uma economia suficientemente diversificada - e isso pode fazer a diferença em 2009. Vamos gerar menos emprego do que no ano passado? Certamente. Mas, diante da magnitude dos problemas em escala global, não deixa de ser uma boa notícia o fato de o Brasil ainda conseguir ampliar sua força de trabalho.

O Alto Custo dos Treinadores de Ponta no Futebol

Os clubes de futebol reclamam dos altos custos do esporte. Muitos tem seus impostos e salários atrasados. Mas... e os salários pagos aos atletas, não são astronômicos? Entretanto, com o êxodo de boleiros ao exterior, quem tem a responsabilidade de tentar decidir os jogos são os treinadores, que acabam sendo os mais bem remunerados em algumas equipes. Nada contra, mas em tempos de crise, penso que o futebol, não só o brasileiro, mas mundial, deveria pensar em “Piso e Teto Salarial”. Até por responsabilidade sócio-econômica! O Blog “Olhar Crônico Esportivo” fez um belíssimo levantamento sobre os altos salários dos técnicos, e talvez você se assuste um pouco ao saber quanto eles recebem!
Extraído de: http://colunas.globoesporte.com/olharcronicoesportivo/2009/02/14/treinadores-mercado-aquecido-ou-ensandecido/


Treinadores: mercado aquecido ou ensandecido?

por Emerson Gonçalves

Dorival Júnior ganha 280 mil mensais e classificando o Vasco para a Série A terá mais 1,2 milhão de prêmio, o que dará um salário médio de 380 mil mensais e anual de 4,56 milhões num caso ou 3,36 em outro e impensável caso.

Mano Menezes ganha 320 mil mensais, o que perfaz 3,84 milhões anuais. Talvez tenha algum prêmio, provavelmente tem, o que pode jogar esse valor bem para cima.

Celso Roth queria 300, o Grêmio jurou que não passaria de 200. Roth está no Grêmio, logo, devem ter acordado alguma coisa no meio do caminho, talvez o clássico “nem pra mim, nem pra ti” e 250 mil mensais no bolso, 3 milhões anuais. Pouco menos do que paga, ainda, o patrocinador principal, o Banrisul.

Vanderley Luxemburgo continua impávido colosso a bordo de “quinhentinho” por mês ou seis milhões por ano. Podemos dizer que Roth ganha meio Luxemburgo por mês. Nada mal. No caso de Vanderlei, a coisa complica porque ele agrega à sua gestão um monte de gente. Informou-se que o Palmeiras, nos últimos meses de 2008, recorria mensalmente à Traffic para pagar parte desse salário, em troca de aumentos em participações de jovens jogadores.

Muricy Ramalho teve seu contrato prorrogado por mais um ano, até o final de 2010, e o presidente Juvenal Juvêncio fez-lhe um agrado com um aumento, não muito grande, claro. Pessoas próximas ao treinador juram que o valor do novo salário não chega aos 300, embora não fique muito longe. Muricy, como Roth, deve ganhar meio Luxemburgo por mês, talvez algumas merrecas a mais. Pelos resultados em campo e pela valorização de atletas, é disparado o profissional de melhor custo/benefício. Logo, o mais barato e, portanto, passaremos 2008 ouvindo suas “queixas” mal/bem-humoradas sobre seu salário.

Vagner Mancini, pelos comentários da noite de sexta-feira, está no Santos, que aparentemente encontrou um ponto mediano entre os 500 de Vanderlei e os 50 de Marcio Fernandes: 200 mil para Mancini. Ontem, o próprio presidente do Vitória, Alex Portela, disse que era impossível concorrer com a proposta santista, mas depois, aparentemente, houve um recuo e já não ficou impossível concorrer com o Santos.


E por aí vai. Números bonitos, sem a menor dúvida, com a rapaziada ganhando por mês o que dezenas de milhões de brasileiros não ganham em toda uma vida de trabalho duro e sofrido. Azar nosso, e mais ainda dos que ganham misérias, pois o problema não está nos altos salários e sim na criminosa distribuição de renda. Altos salários, num mercado competitivo e de alto rendimento financeiro (hummmmm… bom, vá lá) como é o futebol, são plenamente justificáveis. Entretanto, o pagamento de altos salários tem limite, que deve ser ditado pelas normas contábeis e pelo bom senso, que geralmente são a mesma coisa. Pague somente o que você pode pagar, não pague a mais do que isso para não comprometer sua saúde financeira, quiçá sua existência.


Mero bom-senso…


Será que isso existe nos clubes brasileiros?
Ou será que o mercado é tão competitivo, e tão bom, que leva os clubes a pagarem esses valores?
Peguei os dados de receitas operacionais dos clubes referentes ao ano de 2007, e fiz a tabela a seguir. O número importante, o número essencial, o único número com o qual um clube de futebol deveria contar, é justamente o número da última coluna à direita, o que mostra quanto foi a receita operacional sem a transferência de atletas.


Clube - Balanço de 2007 Receita Operacional Total Receita Operacional do Futebol Receita Operacional do Futebol sem Transferências
São Paulo 190.079 146.426 70.320
Internacional* 152.889* 152.889* 57.280*
Corinthians 134.273 122.297 50.905
Grêmio* 109.031* 104.764* 51.892
Flamengo 89.499 71.717 62.482
Palmeiras 83.889 65.146 44.617
Cruzeiro 77.650 68.656 33.185
Atlético MG 58.326 49.797 30.024
Santos 53.102 53.102 51.430
Vasco 51.079 37.017 Não especificado
Fluminense 39.335 32.528 31.182
*O balanço do Internacional não separou receitas da área social dos programas de sócio-torcedor, o mesmo ocorrendo com o Grêmio.

Sabemos que 2007 é passado e que seus números estão distantes dos novos números de 2009.
Mas, estarão assim tão distantes?
A grande diferença em relação ao ano corrente está nos novos contratos de TV, o que não adianta muito em termos práticos, pois a quase totalidade dos clubes antecipou praticamente tudo ou grande parte do que teria a receber nesse ano. Os contratos de patrocínio, mesmo os novos, nada trazem de novo, pois não houve evolução nos valores, exceto no caso do Palmeiras, havendo mesmo, ao que tudo indica, uma involução - caso do Flamengo - enquanto Grêmio e Internacional mantêm o mesmo contrato até 30 de junho.
Portanto, diante disso, fiz uma projeção comparativa para ilustrar o quanto representam esses salários de treinadores. Vejam bem, essa tabela é em parte chutada. A rigor, não sabemos com certeza absoluta o salário de nenhum treinador. Mais: sobre quantos reais desses milhões anunciados, incidem os encargos trabalhistas? Sim, porque há encargos trabalhistas, é claro, e sobre algum valor eles têm que incidir e agravar a folha do clube. Na ausência de dados, nada estimei. Mas fica o alerta: eles existem.
Outro aviso importante: as informações referentes aos salários dos treinadores do Flamengo, Internacional, Cruzeiro, Fluminense e Atlético Mineiro não são muito confiáveis ou claras. Portanto, contribuições fundamentadas (na medida do possível) sobre isso serão muito bem-vindas. Eventuais prêmios por conquistas não estão incluídos nos valores. No caso do Fluminense, há também a dúvida sobre quem paga ou quanto paga do salário, entre o clube e seu parceiro/patrocinador.


Clube Rec Operacional do Futebol sem Transferências Salário Anual do Treinador % Salário sobre Receita SEM Transferências
São Paulo 70.320 3.600 5,1
Flamengo 62.482 1.600 2,6
Internacional 57.280 1.800 3,1
Grêmio 51.892 3.000 5,8
Santos 51.430 2.400 4,7
Corinthians 50.905 3.840 7,5
Palmeiras 44.617 6.000 13,4
Vasco 37.017 3.360 9,1
Cruzeiro 33.185 1.800 5,4
Fluminense 31.182 1.920 6,2
Atlético MG 30.024 2.400 8


Com certeza, corintianos reclamarão que a receita do clube cresceu muito em relação a 2007. É verdade, concordo, mas por uma questão de uniformidade comparativa achei melhor manter a base conhecida real, que são os números dos balanços de 2007. Também a receita do Palmeiras cresceu bastante, mas vale o mesmo raciocínio.
No caso do Vasco, o balanço de 2007 - uma peça contábil extremamente pobre e nada informativa - não discrimina receitas com transferências, por isso usei o valor disponível, de receita operacional total.
Reparem que há números bem interessantes, como o baixo percentual do Flamengo - altamente positivo (se Cuca ganhar somente isso) - e o absurdo representado pelo salário do professor Vanderlei, seguido de perto pelo absurdo do professor Dorival Junior.

Aliás, um leitor do Jogo Aberto, cujo nome me escapa, escreveu num comentário a mais brilhante síntese sobre esse salário:
“Ganhando tudo isso como Junior, imaginem se ele fosse Sênior?”
Divertido, inteligente e brilhante. Peço desculpas ao autor por não lembrar seu nome.
Lembro-me vivamente de ter escrito uma crítica ao salário que Vanderlei recebia no Santos, dizendo que era algo totalmente fora da nossa realidade. Fui fortemente repreendido e criticado por torcedores santistas, que disseram, lembro bem até hoje, que Luxemburgo merecia, pois seu custo/benefício seria ótimo, já que ele traria títulos e valorizaria jogadores desconhecidos, dando lucro ao clube. Nada veio, nem títulos importantes, muito menos o da Libertadores, nem tampouco jogadores desconhecidos foram revelados e valorizados. A saída de Vanderlei deixou o Santos com o caixa a zero. Não que ele tenha sido o culpado exclusivo, mas que teve, ao lado de sua portentosa comitiva, grande parte de responsabilidade nisso, com certeza teve.
Ainda em 2008 ouvi a mesma coisa, praticamente com as mesmas palavras, de torcedores palmeirenses. Nesse caso, o professor até teve um custo/benéfico não tão ruim, pois conquistou o Paulista, tal como no Santos.
A diferença é que no Santos, vindo de dois Brasileiros recentes, o Paulista não significou grande coisa, enquanto no Palmeiras foi, sem dúvida, um alento. Mesmo assim, é custo demais para benefícios de menos.
Essa tabela foi apenas um exercício sabatino, cuja finalidade é jogar um pouco de ordens de grandeza - e não necessariamente valores exatos - sobre esse assunto. De antemão peço desculpas pelas falhas e omissões, em parte minhas, as falhas, e em parte por falta de dados, confiáveis ou não, as omissões.

Mas dá o que pensar, não?


É um mercado competitivo ou é um mercado ensandecido?

A Arte da Convivência Familiar

Em tempos nos quais a família às vezes é relegada a segundo plano, e no qual particularmente passo por um momento importante do nascimento da minha filha, compartilho com os amigos um belíssimo artigo sobre a “arte de conviver em família”. Com carinho, envio em especial aos amigos Flávio e Lilian que celebrarão o Santo Matrimônio no próximo dia 06, e que tenho certeza, constituirão uma família maravilhosa!

Extraído de:
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11317


A arte da convivência familiar!

Alguém único e irrepetível foi confiado a mim

Inspirado em algumas leituras e meditações feitas no dia a dia pastoral, passando por diversas comunidades, resolvi colocar em síntese algumas ideias, que vejo como importantes como reflexão para o enriquecimento da vida conjugal e familiar. Em primeiro lugar, é importante ter consciência de que o casamento é o encontro de duas pessoas que são diferentes, que se amam porque diferentes, e que permanecerão diferentes. Um se abre ao outro com suas diferenças, para enriquecer a vida e a história do outro.
Tem gente que passa a vida inteira querendo que o seu cônjuge seja como ele (a). Na convivência existem alguns pormenores que fazem a diferença. Existe um sinal inconfundível entre os que se amam de verdade: a dedicação de um ao outro. Alguém único e irrepetível foi confiado a mim. A esta pessoa devo dedicar minha vida, meus esforços, meu ser. Partilharemos um destino em comum, formaremos uma família, um tem de produzir vida no outro para que a plenitude da vida aconteça em seu lar. Existem atitudes que se tornam como que combustíveis do amor, alimentam-no e o fazem crescer. Estas se traduzem nas palavras, nos afetos e nas delicadezas. Um carinho a mais, uma atenção maior em determinados momentos, um gesto de delicadeza.
Tudo isso conta e muito! Já o inimigo principal do amor é o egoísmo. Uma pessoa centrada em si, individualista, que só pensa nos seus afazeres e satisfações, impossibilita a felicidade dos outros e, por tabela, se torna infeliz. Nossa vida é um chamado à comunhão e não ao isolamento. Fazer aos outros felizes é dever de todos.
Outras duas palavras que não poderão faltar na arte de amar são paciência e perdão!
A convivência humana exige isso.
Nós somos mistério para nós mesmos, como conhecer o outro sem restrições?
Surpreendemo-nos com nossos pensamentos e ações. Todos estamos em busca de um equilíbrio perfeito. Mas, isso não quer dizer que as imperfeições estejam superadas. A paciência é sinal de força e poder. Esperar diante de toda desesperança é sinal de sabedoria. Além disso, ser misericordioso é carregar em si o distintivo do discípulo de Cristo. Não perdoar é, como dizem por aí, "beber veneno achando que o outro é que vai morrer"! Como bem diz uma canção: "O lar é um lugar de se viver e dialogar".
Não tenho dúvida de que o casal é o lugar do Amor no mundo, e se é o lugar do Amor, é o lugar de Deus!
Precisamos honrar isso na prática de nossa vida, para a transformação de nossa história. Queridos casais, queridas famílias, estas palavras nascem do meu coração de pastor.
Desejo muito que o amor seja visto em cada lar de nossas paróquias.
Que Maria, Mãe do Divino Amor, interceda por nós!

Pe. Reinaldo R. Rezende é assessor diocesano da Pastoral Familiar e da Comissão Diocesana em Defesa da Vida.


Vem vindo com saúde e ternura

Nossa filha Marina, segundo o médico,

com 37,5 semanas,

há 18 dias do seu nascimento,

mede 48 cm e pesa 3 kg,

de acordo com a última ultrassonografia.


Obrigado Senhor, pela saúde da nossa filhinha! Ajuda-nos a sermos bons pais para ela e para os outros 10 filhos que virão! (Nossa conta é para 11 rebentos! É vontade da mãe, sabe como é...)

Habib’s: O provável médico passou a vender esfihas

Terno ou Jaleco?



O fundador do Habib´s conta como resolveu o dilema entre seguir na carreira de médico ou virar empreendedor.



(Extraído de: http://www.truetech.com.br/webtvconsole/?console=30&canal=23&video=4370 )



Para assistir essa video-matéria, clique aqui