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Talvez o melhor caso de empresa brasileira vivendo situação instável verdadeiramente determinada pela crise mundial seja o da Sadia. Há dois anos, ela tentou comprar a Perdigão por duas vezes, com ofertas financeiras espetaculares. Seu lucro e solidez eram exemplares. No ano passado, surgiu o boato de que a Nestlé poderia adquirir o seu controle acionário. Agora, a empresa está numa crise muito grande. Entenda o que aconteceu:
Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0936/negocios/sadia-virou-geni-419398.html
"A Sadia virou Geni"
Apesar da crise financeira que atinge a empresa, Luiz Fernando Furlan mantém o tom confiante e dispara: "Estão querendo comprar a Sadia a preço de banana, mas não vão conseguir"
Quando assumiu o comando da Sadia, em outubro, Luiz Fernando Furlan se desdobrou para tranquilizar os funcionários, os fornecedores e, principalmente, os investidores. Poucas semanas antes, a empresa, uma das maiores fabricantes de alimentos do país, havia anunciado um prejuízo de 760 milhões de reais causado por uma desastrada operação com derivativos cambiais. O mercado respondeu de forma rápida e drástica. Em três dias, as ações da companhia perderam metade de seu valor. "O pior já passou", disse Furlan, ao tomar posse como presidente do conselho de administração da Sadia, cargo que já havia exercido entre 1993 e 2002. O que se seguiu, porém, mostrou que o pior estava por vir. Nos últimos meses, Furlan e seus executivos corriam para obter um aporte de aproximadamente 1 bilhão de reais para a empresa. O mais provável candidato é o BNDES, que vem assumindo com ímpeto renovado as funções de hospital de negócios em crise. Até o fechamento desta edição, um acordo ainda não havia sido concluído.
Os problemas financeiros levaram os analistas a traçar cenários sombrios para o futuro da Sadia. O Bank of America Merrill Lynch foi categórico: caso não receba uma injeção de 2 bilhões de reais, a empresa pode parar até junho de 2009 por falta de caixa. "Estamos sendo apedrejados", disse Furlan a EXAME, num dos intervalos do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, e em meio a um frio de 2 graus abaixo de zero. "A Sadia virou a Geni da vez."
Ao afirmar isso, o ex-ministro Furlan volta-se para uma Sadia que continua a ser dona de uma das marcas mais reconhecidas do país, opera 18 fábricas e cresceu a uma média de 16% ao ano no período de 2003 a 2007. A Sadia é uma operação que, para onde quer que se olhe, vai bem. O que Furlan não nega é que essa situação não passa pelo front financeiro. O dinheiro que a empresa tomou emprestado para pagar o rombo de 760 milhões de reais provocado pela crise dos derivativos vem custando caro. Segundo a corretora Ativa, a Sadia tem uma dívida de 1 bilhão de reais com vencimento no prazo de até um ano. Essa dívida, captada às pressas no fim do ano passado, custa o equivalente a 125% do CDI, pelo menos 10 pontos percentuais a mais do que as empresas do porte da Sadia costumam pagar em períodos sem crise - da í a necessidade de obter o mais rápido possível um aporte de capital. Ainda não se sabe, com precisão, o tamanho final do prejuízo que será causado pelos contratos de derivativos não liquidados em setembro do ano passado. O banco Brascan estima que o prejuízo financeiro da Sadia em 2008 tenha somado 2,5 bilhões de reais (ou seja, 1,75 bilhão de reais a mais do que o buraco anunciado antes da posse de Furlan). Caso esses números sejam reais, a dívida total da companhia chegaria a 4,7 bilhões de reais, o equivalente a quase quatro vezes sua geração de caixa - nível muito acima da média histórica da empresa, de uma a duas vezes a geração de caixa.

criado por Prof Rafael Porcari
16:57:19É sempre prazeroso estar escalado para arbitrar futebol. Não importa onde, quem ou quando! O importante é estar na rodada.
Nossa próxima rodada:
Rodada:7
Campeonato: Paulista Categoria: A1 - Profissional
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Jogo:61 - Portuguesa Desp X Paulista
Data: 10/02/2009 Horário: 19:30
Estádio: Dr. Osvaldo Teixeira Duarte Cidade: SAO PAULO
Arbitro : Wilson Luiz Seneme
Arbitro Assist 1 : Vicente Romano Neto
Arbitro Assist 2 : Everson Luiz Luquesi Soares
Quarto Arbitro : Rafael Porcari

criado por Prof Rafael Porcari
16:54:24Viajando pela blogosfera, encontrei uma matéria interessantíssima do Blog "Imprensa Marrom & Cia" (aproveite e visite-os, clicando aqui). O texto faz uma abordagem da publicidade do SBT em matéria paga nas principais revistas do país na última semana, onde a emissora de Sílvio Santos pede apoio e confiança ao Brasil, e por tabela, ao presidente Lula.
Seria uma demonstração de patriotismo? Uma ação social incontestável? Ou há algum interesse do "homem do Baú" em se beneficiar com um apoio ao "homem que manda" no país?
Sílvio Santos não é nenhum defensor de causas humanitárias. É um capitalista selvagem, no sentindo mais extremo do termo. Nas suas empresas, se não der lucro, fecha. Se não trabalhar no limite, demite-se. Na TV, se o Ibope não for a contento, muda-se e muda-se e muda-se a grade. É claro que se um dia ele precisar, o presidente poderá lhe retribuir tais ações positivas e apológicas.
Àqueles que não se lembram, Sílvio Santos tinha um horário pago na Record há 30 anos, onde aos domingos batia todos com a audiência do Programa Sílvio Santos, que começava com o "Domingo no Parque" e terminava com o "Show de Calouros". Em troca de uma emissora de Tv (a TVS - Canal 4 que se tornou rede com o nome de SBT), ele colocava a cada intervalo um programinha chamado "Semana do Presidente", onde defendia com unhas e dentes as ações do então presidente João Batista Figueiredo (aquele que um dia disse preferir o cheiro dos seus cavalos do que o cheiro do povo), com a narração carismática do consagrado Lombardi.
Sílvio Santos já teve como interessada em comprar o SBT a rede mexicana Televisa. Mas como "tv aberta" é uma concessão pública, nunca o negócio foi adiante (nossa lei impede estrangeiros de serem donos de canais abertos). Tais ações de "apoio" seriam uma tentativa, quem sabe, de ganhar a simpatia para tentar mudar a lei?
Para ler a matéria na íntegra com imagens, comentários e outras informações do pessoal do Imprensa Marrom, clique aqui: http://imprensamarromecia.blogspot.com/2009/02/porta-da-esperanca.html
Abaixo, o artigo sobre o Título "A Porta da Esperança":
A Porta da Esperança
Uma grande rede de televisão do Brasil iniciou essa semana uma campanha publicitária pedindo para que o brasileiro não deixe de consumir e, de certa forma, defendendo o presidente Lula. Mas engana-se quem pensa que seja a Rede Globo, tão criticada por sua manipulação, nem a Rede Record, que se aproximou muito do Governo Federal a fim de conseguir manter seu crescimento (sobretudo à época do lançamento da Record News).
A campanha, veiculada nas principais revistas do país, veio do SBT. A emissora de Silvi Santos, que nunca pareceu preocupada com os problemas do país, sempre focando sua programação no entretenimento e em um jornalismo “nas coxas” agora decidiu investir na “conscientização da população”.
É verdade que em época de crise é o consumo quem irá fazer a economia não parar, mas aqui precisamos analisar as prioridades.
Por que motivos um o Sistema Brasileiro de Televisão investe sua verba publicitária para “ajudar a economia a não parar”?
Todos sabemos que o canal do “Homem do Baú” sempre foi um grande cassino virtual, tanto pelos carnês da marca quanto pelos sorteios da Tele Sena. Nas décadas de 80 e 90, os produtos de Sílvio Santos eram um fenômeno, mas hoje não têm mais a menor utilidade.
O carnê do Baú, enquanto a inflação corroia os salários, significava, ao final das 12 parcelas, resgatar seu investimento em produtos com preços congelados, ou seja, era um investimento bastante interessante, por mais que você não quisesse participar do Programa Silvio Santos. Já a Tele Sena, além de ter a concorrência da Global Papa Tudo, surgiu em um período em que a grande loteria do país era a Loteria esportiva. Quem não acompanhava futebol não tinha nenhum outro jogo com grande retorno, mas hoje a Mega Sena paga, em um sorteio simples, 4 ou 5 milhões de reais, pelo menos 8 vezes o que paga o título de Capitalização.
Se naturalmente esses produtos só sobrevivem pelo seu público cativo, que desde o início acompanha Sílvio Santos e sonha em participar do Tentação, imaginem agora em pleno período de crise, com redução dos orçamentos familiares.
Além do que, a página ficou extremamente feia, como uma imagem toda quadriculada e colorida do presidente, além de letras minúsculas. A frase final diz: “E nós, do SBT, também estamos fazendo a nossa parte. Acreditando que a crise fica menor quando a gente trabalha mais e reclama menos”. Ou seja, além de afirmar em público que apóia o Governo Lula, o anúncio tira qualquer argumento da Central de Jornalismo de fazer críticas à forma em que o presidente conduz a crise, além de fazer a sua parte em “não reclamar”.
Seria mais interessante que o SBT usasse esse investimento publicitário apenas para tentar fazer o trabalhador desempregado – que tem toda a razão para reclamar da crise e do presidente – apenas continuasse comprando os produtos do Baú. Seria, além de menos comprometedor do que escancarar suas intenções, um pouco mais inteligente.
PS: A imagem acima foi escaneada da Revista VEJA, na página 119 da edição de 4 de fevereiro. O texto é extremamente difícil de ler, não só no computador, mas também na edição impressa. Diz o seguinte: “o pior efeito de qualquer crise é o pessimismo. Ele barra novos investimentos, impede contratações, traz incertezas, tudo que só faz a situação ficar ainda pior. E ser otimista, em um momento assim, não significa ser irresponsável. Significa conhecer a própria força e competência para superar as dificuldades, além de colocar tudo em prática. Como o Governo Lula está fazendo, com medidas que ajudam a fortalecer a economia e mostram a força de nosso país em momentos conturbados. E nós, d oSBT, também estamos fazendo a nossa parte. Acreditando que a crise fica menor quando a gente trabalha mais e reclama menos.”
Heitor Mário Freddo

criado por Prof Rafael Porcari
16:21:52