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Compartilho belíssimo texto enviado por e-mail da ex-aluna e agora amiga Carla Lieber, reproduzido no Jornal O Globo, sobre o que realmente vale a pena na vida. Matéria de Martha Medeiros, escritora e jornalista, que retrata com perfeição as angústias e necessidade de mudança daqueles que têm uma vida atribulada e nunca sabem dizer não!
Texto do Jornal O Globo
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido as refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe a noite, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, estudo, levo o carro no mecânico, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão, levo o cachorro passear e ainda faço escova toda semana - e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.. . curtir os filhos.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Mulher é mulher, não pode parecer um homem!
Se o trabalho é um pedaço de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher independente, fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'.

criado por Prof Rafael Porcari
17:17:27Responsabilidade social e o enxofre
Texto do Sincopetro.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Reproduzido em: http://www.sincopetro.org.br/conteudo.asp?xcont=2522
por Josef Barat
Em setembro a Justiça Federal em São Paulo decidiu, por meio de liminar, que a Petrobrás seria obrigada a fornecer diesel menos poluente - com concentração de 50 partes por milhão (ppm) de enxofre - para abastecer, em pelo menos uma bomba por posto, os veículos novos que entrassem no mercado a partir de janeiro de 2009.
O Ministério Público Federal (MPF) anunciou que iria recorrer da decisão, para que o fornecimento fosse obrigatório para toda a frota a diesel. Esse era o desdobramento da polêmica sobre a Resolução 315 do Conselho Nacional do Meio Ambiente, que determinava a redução da concentração de enxofre no diesel sem distinção entre veículos novos e antigos. Sabe-se que a concentração de enxofre no diesel brasileiro é de 500 ppm nas regiões metropolitanas e de 2 mil ppm nas áreas rurais. A Petrobrás, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e as montadoras sempre protelaram as providências para atender a uma resolução aprovada há mais de seis anos.
A verdade é que nem a Petrobrás sinalizou para a produção do novo diesel em larga escala nem as montadoras se programaram para cumprir o prazo estipulado. No entanto, embora os veículos movidos a diesel representem apenas 10% da frota nacional, respondem por mais da metade dos poluentes liberados no trânsito das grandes metrópoles. Segundo pesquisa da Universidade de São Paulo, a alta concentração de enxofre faz com que a fumaça do diesel consumido por ônibus, caminhões e utilitários seja responsável pela morte de mais de 3 mil pessoas por ano no País.
Em fim de outubro foi celebrado o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Petrobrás, a ANP e as montadoras. Foi a forma encontrada pelo MPF para exigir, afinal, o cumprimento da resolução. A ANP terá de apresentar um plano de abastecimento de diesel com baixo teor de enxofre, a ser cumprido pelas distribuidoras, para abastecer veículos em todo o País. As montadoras se comprometem a fabricar veículos a diesel com tecnologia mais moderna do que a prevista para 2009, que, em contrapartida, serão oferecidos ao mercado em 2012, e não mais em 2016. A Petrobrás terá de gastar mais US$ 2 bilhões para produzir o diesel menos poluente (50 ppm de enxofre) a partir de 2010. Até lá, promete importar o que for necessário. Em 2013, quando entra em vigor a nova regulamentação, veículos novos vão usar um diesel ainda menos poluente (10 ppm de enxofre), j&! aacute; produzido nas refinarias que a estatal planeja construir. Para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, negociou-se o possível, argumentando que, do contrário, seriam fechadas fábricas e refinarias, com a perda de 10 mil empregos. A Petrobrás, por sua vez, alega gargalos técnicos e necessidade de investimentos vultosos para o cumprimento da resolução.
O “possível”, muitas vezes, escamoteia falta de firmeza. Objetivamente, protelou-se a solução e não se deu a devida urgência para as regiões metropolitanas. Durante seis anos, nenhuma das partes teve o menor respeito ao drama da sociedade. Em termos de responsabilidade social - nos seus aspectos éticos e humanos -, embora as empresas envolvidas se proclamem ética e socialmente responsáveis, na verdade não se mostraram desta forma com relação à questão do diesel. O debate nos remete, assim, à reflexão sobre a chamada responsabilidade social. Muitas empresas fazem de seus projetos e ações “vitrines” promocionais, sem lhes dar maior consistência, conteúdo e alcance. Muitas ações promovem a imagem da empresa, mas podem esconder o não comprometimento com demandas sociais mais abrangentes.
Seguimos a tendência dos países desenvolvidos de maior responsabilidade social das empresas, mas vivemos realidades institucional, política e social muito mais complexas. Nesse ambiente, projetos e ações sociais não podem ser meras iniciativas promocionais, mas contribuir para que o conceito de cidadania seja ampliado para incorporar aspirações que resultam da luta crescente por igualdade, participação e representação. Se os projetos sociais das empresas não se articulam consistentemente com demandas da sociedade e políticas públicas, não se chega a lugar nenhum. Urge superar a idéia de que participação responsável consiste na prática de atos altruístas pontuais. Isso vale tanto para empresas quanto para o governo. É necessário algo mais: ações público-privadas coordenadas e maior consci&ec! irc;ncia social, visando a compromissos duradouros.

criado por Prof Rafael Porcari
17:11:33Belíssima reflexão de Dom Aloísio Roque Oppermann: como está nosso espírito? Também ele sofre de fadiga. O que fazer?
Extraído de: http://www.cancaonova.com.br/portal/canais/formacao/internas.php?e=11270
Há cura para a fadiga do espírito?
Mesmo as atividades intelectuais entram em estafa.
Nada alcança a perenidade neste mundo; nenhum ser vivo guarda a plenitude do seu viço; nem os inanimados mantém o frescor inicial. Alguém pode cuidar exemplarmente do seu automóvel. Mas paulatinamente o motor e as peças da carroceria entram em fadiga. Não há automóvel centenário. Se algum desfila com essa descrição, com certeza muitas peças foram substituídas, ou até apenas sobrou o modelo. Mesmo as atividades intelectuais entram em estafa. As teologias também podem penetrar na zona da penumbra.
Pouco a pouco seu brilho se esmaece. Como podemos perceber a senectude de uma linha de pensamento? Quando começa a se preocupar com problemas irrelevantes, ou procura dar respostas a uma pergunta que ninguém fez. A confusão e a briga interna são provas de que sua mensagem se esgotou. A história é retilínea e não circular (repetitiva). O que uma vez baqueou não volta mais. O comunismo, com a queda do muro de Berlim, arriou e não torna a se levantar. Poderá até reaparecer, mas em formas bem diferentes. Só existe uma força que é capaz de rejuvenescer um ser criado pelo homem. É a força do Espírito Santo que “renova a face da terra” (Sl 104, 30).
Tendo participado de um Congresso da Academia Marial, em Aparecida, pude perceber a mesma coisa. A mariologia alcançou, em certas épocas, os píncaros da perfeição. Já em outras afundou em pietismos, em preferências visionárias duvidosas, e até em confusões teológicas, onde Jesus fica em situação de submissão. (Com evidentes reclamações dos verdadeiros devotos). Tais confusões o Concílio, dentro da sóbria orientação da “Lúmen Gentium”, pôs nos devidos lugares. Maria se torna a fiel discípula do Senhor, e nosso modelo de perfeição cristã. Logo em seguida Paulo VI, através da exortação “Marialis Cultus”, deu uma orientação definitiva, na qual resplandece, com novo vigor, a devoção mariana.
Maria é a nossa intercessora, um exemplo de vida cristã, a intercessora junto a Cristo. Houve uma reorientação de um valor cristão. Conservando os antigos princípios, e sem desmerecer as glórias da maternidade divina, o marianismo tornou-se mais bíblico, e mais fiel à verdadeira tradição da Igreja. Só o Espírito é capaz de renovar, sem ferir, e sem trair. E por cima ainda, dar um novo impulso na busca da perfeição.

criado por Prof Rafael Porcari
07:23:45Muito interessante a matéria trazida pela Folha de São Paulo, no caderno Empregos de domingo, sobre cidadãos que venceram seus limites em prol do sucesso das suas carreiras.
Há um vídeo bacana sobre superação, onde pessoas determinadas e sonhadoras inspiraram muitos para vencer na carreira profissional e pessoal.
Para o vídeo, clique em:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u481503.shtml
Também o depoimento de um jovem da roça que se tornou executivo! Em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/classificados/empregos/ult1671u482031.shtml
Plano de carreira e "networking" levam trabalhador da roça à vice-presidência
Aos dez anos, Adalberto Sentinello, hoje com 55, fez seu primeiro projeto de vida: "Tirar a família da miséria". Mas só dois anos depois, quando a seca em Vitória Brasil, a 588 km de São Paulo, comprometeu a plantação --e seu trabalho na colheita de algodão e café-- é que vieram os sinais de mudança. Veja vídeo.
A família transferiu-se para Jales, uma cidade próxima, e Sentinello ingressou num escritório de contabilidade.
Começou entregando documentos e chegou a auxiliar de contabilidade. Mas queria mais. Mudou-se para Jundiaí, a 60 km de São Paulo, onde galgou vaga de apontador de produção numa fábrica de louças. Entrou em uma faculdade de administração e migrou para o setor de contabilidade. "Foi lá que conheci um gerente que mudou minha vida. Disse a ele que queria ser diretor financeiro e, juntos, traçamos meu plano de carreira", recorda.
Fez exatamente o planejado. Trabalhou com auditorias externa e interna. Em 1982, estava preparado para ser diretor, mas faltava saber falar inglês. Antes de ir para os Estados Unidos estudar, comprou uma casa para os pais.
"Queria cursar um MBA, mas não tinha recursos. Fui faxineiro, motorista, jardineiro e churrasqueiro." Segundo ele, não passou fome. "Mas comi muito pão com mel, que era barato, e também chorei muito." Concluiu o MBA na Universidade da Califórnia e, antes de voltar ao Brasil, em 1985, escreveu para o presidente de uma companhia de alumínio. Meses depois, assumiu o cargo de gerente de contabilidade.
Em 1987, atingiu seu objetivo e se tornou diretor financeiro. Mas não parou. Foi ainda vice-presidente financeiro. A trajetória, que pode parecer fácil, tem um segredo: "Sabia aonde queria chegar". Agora, Sentinello atua como consultor. "É lucrativo." Mas não exclui a possibilidade de voltar ao mundo corporativo. "Depende do projeto", ressalva.

criado por Prof Rafael Porcari
07:08:46O Manchester United se tornou Campeão Mundial Interclubes da FIFA. Mas esse torneio mostra quem é realmente o melhor do mundo?
Na Copa do Mundo, há 32 seleções nacionais buscando a Taça. Em sistema de grupos e depois em play-offs, a representatividade pode determinar quem realmente é melhor (embora não se evite as chamadas "zebras". Mas um mundial como é formatado atualmente pelos clubes, é realmente representativo? Tudo bem que as finais tem envolvidos os continentes mais fortes (imaginaram o Gamba Osaka como melhor do mundo?), e ainda o forte argumento que são os campeões da Libertadores da América e da Liga dos Campeões da Europa. Mesmo assim, hoje a LDU e o Manchester são os melhores de seus continentes?
É claro que devido às datas, às finanças e aos interesses, somente esse modelo de disputa é possível. Mas se transformássemos esse Mundial num campeonato de clubes, com representatividade significativa, deveríamos ter um time espanhol, outro inglês, incluir os alemães e italianos, um brasileiro e outro argentino, reservar uma vaga para franceses ou portugueses. Já pensou num mesmo campeonato Inter de Milão X São Paulo, contra o vencedor de Manchester United X Boca Juniors? Ou ainda acrescentar campeões e vice da UEFA e Sulamericana? Sensacional! Mas sinceramente utópico.
Para você, o Manchester United, VERDADEIRAMENTE, é a melhor equipe do mundo hoje?
É por isso que talvez a nomenclatura deva ser Campeão Intercontinental. Mundial é muita coisa...

criado por Prof Rafael Porcari
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