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Para quem não viu a farra dos estudantes de Medicina da Universidade Estadual de Londrina, que irresponsavelmente invadiram um Pronto Socorro, completamente bêbados, soltando rojões e assustando pacientes, eis a matéria a seguir (serão nossos futuros médicos?):
Estudantes de medicina causam tumulto em pronto-socorro no Paraná
Alunos são acusados de invadir hospital e ameaçar pacientes.
Ação dos jovens foi registrada por câmeras de segurança.
Quatorze estudantes de medicina são acusados de invadir um hospital bêbados e ameaçar pacientes. A ação dos jovens foi registrada por câmeras do circuito de segurança. A colação de grau suspensa.
No dia 20 de novembro, os formandos comemoravam em um bar, em frente ao hospital universitário, o fim do treinamento em socorro médico – último estágio do curso de medicina da Universidade Estadual de Londrina, antes da residência. No fim da tarde, eles entraram no pronto-socorro do hospital.
As imagens do circuito de segurança mostram os alunos saindo do bar em direção ao hospital. Na cena seguinte, já aparecem no corredor da instituição. Segundo relatos de médicos e pacientes, eles tumultuaram o pronto-socorro.
“Eles entraram portando bebidas alcoólicas e spray de espuma, fizeram algazarras, gritarias e ofenderam a dignidade de alguns pacientes. Eles também usaram fogos de artifício no pátio, o que causou muito susto aos pacientes”, afirmou o reitor da universidade, Wilmar Marçal.
Dos 90 formandos, 14 foram identificados e terão problemas para receber o diploma. A colação de grau da turma que aconteceria na próxima sexta-feira (12) foi suspensa.
A reitoria também determinou a abertura de um processo administrativo para apurar responsabilidades no caso. “A sociedade, que mantém essa instituição, certamente não espera um profissional tão desqualificado como esse, pessoas inconseqüentes que adentraram um pronto-socorro para fazer o que fizeram”, afirmou o reitor.

criado por Prof Rafael Porcari
13:06:41Amigos, olha que texto bacana de uma tese da UFRGS sobre ÉTICA PROFISSIONAL. Vale uma reflexão de cada um de nós!
Extraído de: http://www.ufrgs.br/bioetica/eticprof.htm
Ética Profissional é compromisso social
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por Rosana Soibelmann Glock e José Roberto Goldim
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Conceituação: O que é Ética Profissional?
É extremamente importante saber diferenciar a Ética da Moral e do Direito. Estas três áreas de conhecimento se distinguem, porém têm grandes vínculos e até mesmo sobreposições.
Tanto a Moral como o Direito baseiam-se em regras que visam estabelecer uma certa previsibilidade para as ações humanas. Ambas, porém, se diferenciam.
A Moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como uma forma de garantir o seu bem-viver. A Moral independe das fronteiras geográficas e garante uma identidade entre pessoas que sequer se conhecem, mas utilizam este mesmo referencial moral comum.
O Direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado. As leis têm uma base territorial, elas valem apenas para aquela área geográfica onde uma determinada população ou seus delegados vivem. Alguns autores afirmam que o Direito é um sub-conjunto da Moral. Esta perspectiva pode gerar a conclusão de que toda a lei é moralmente aceitável. Inúmeras situações demonstram a existência de conflitos entre a Moral e o Direito. A desobediência civil ocorre quando argumentos morais impedem que uma pessoa acate uma determinada lei. Este é um exemplo de que a Moral e o Direito, apesar de referirem-se a uma mesma sociedade, podem ter perspectivas discordantes.
A Ética é o estudo geral do que é bom ou mau, correto ou incorreto, justo ou injusto, adequado ou inadequado. Um dos objetivos da Ética é a busca de justificativas para as regras propostas pela Moral e pelo Direito. Ela é diferente de ambos - Moral e Direito - pois não estabelece regras. Esta reflexão sobre a ação humana é que caracteriza a Ética.
Ética Profissional: Quando se inicia esta reflexão?
Esta reflexão sobre as ações realizadas no exercício de uma profissão deve iniciar bem antes da prática profissional.
A fase da escolha profissional, ainda durante a adolescência muitas vezes, já deve ser permeada por esta reflexão. A escolha por uma profissão é optativa, mas ao escolhê-la, o conjunto de deveres profissionais passa a ser obrigatório. Geralmente, quando você é jovem, escolhe sua carreira sem conhecer o conjunto de deveres que está prestes ao assumir tornando-se parte daquela categoria que escolheu.
Toda a fase de formação profissional, o aprendizado das competências e habilidades referentes à prática específica numa determinada área, deve incluir a reflexão, desde antes do início dos estágios práticos. Ao completar a formação em nível superior, a pessoa faz um juramento, que significa sua adesão e comprometimento com a categoria profissional onde formalmente ingressa. Isto caracteriza o aspecto moral da chamada Ética Profissional, esta adesão voluntária a um conjunto de regras estabelecidas como sendo as mais adequadas para o seu exercício.
Mas pode ser que você precise começar a trabalhar antes de estudar ou paralelamente aos estudos, e inicia uma atividade profissional sem completar os estudos ou em área que nunca estudou, aprendendo na prática. Isto não exime você da responsabilidade assumida ao iniciar esta atividade! O fato de uma pessoa trabalhar numa área que não escolheu livremente, o fato de “pegar o que apareceu” como emprego por precisar trabalhar, o fato de exercer atividade remunerada onde não pretende seguir carreira, não isenta da responsabilidade de pertencer, mesmo que temporariamente, a uma classe, e há deveres a cumprir.
Um jovem que, por exemplo, exerce a atividade de auxiliar de almoxarifado durante o dia e, à noite, faz curso de programador de computadores, certamente estará pensando sobre seu futuro em outra profissão, mas deve sempre refletir sobre sua prática atual.
Ética Profissional: Como é esta reflexão?
Algumas perguntas podem guiar a reflexão, até ela tornar-se um hábito incorporado ao dia-a-dia.
Tomando-se o exemplo anterior, esta pessoa pode se perguntar sobre os deveres assumidos ao aceitar o trabalho como auxiliar de almoxarifado, como está cumprindo suas responsabilidades, o que esperam dela na atividade, o que ela deve fazer, e como deve fazer, mesmo quando não há outra pessoa olhando ou conferindo.
Pode perguntar a si mesmo: Estou sendo bom profissional? Estou agindo adequadamente? Realizo corretamente minha atividade?
É fundamental ter sempre em mente que há uma série de atitudes que não estão descritas nos códigos de todas as profissões, mas que são comuns a todas as atividades que uma pessoa pode exercer.
Atitudes de generosidade e cooperação no trabalho em equipe, mesmo quando a atividade é exercida solitariamente em uma sala, ela faz parte de um conjunto maior de atividades que dependem do bom desempenho desta.
Uma postura pró-ativa, ou seja, não ficar restrito apenas às tarefas que foram dadas a você, mas contribuir para o engrandecimento do trabalho, mesmo que ele seja temporário.
Se sua tarefa é varrer ruas, você pode se contentar em varrer ruas e juntar o lixo, mas você pode também tirar o lixo que você vê que está prestes a cair na rua, podendo futuramente entupir uma saída de escoamento e causando uma acumulação de água quando chover. Você pode atender num balcão de informações respondendo estritamente o que lhe foi perguntado, de forma fria, e estará cumprindo seu dever, mas se você mostrar-se mais disponível, talvez sorrir, ser agradável, a maioria das pessoas que você atende também serão assim com você, e seu dia será muito melhor.
Muitas oportunidades de trabalho surgem onde menos se espera, desde que você esteja aberto e receptivo, e que você se preocupe em ser um pouco melhor a cada dia, seja qual for sua atividade profissional. E, se não surgir, outro trabalho, certamente sua vida será mais feliz, gostando do que você faz e sem perder, nunca, a dimensão de que é preciso sempre continuar melhorando, aprendendo, experimentando novas soluções, criando novas formas de exercer as atividades, aberto a mudanças, nem que seja mudar, às vezes, pequenos detalhes, mas que podem fazer uma grande diferença na sua realização profissional e pessoal. Isto tudo pode acontecer com a reflexão incorporada a seu viver.
E isto é parte do que se chama empregabilidade: a capacidade que você pode ter de ser um profissional que qualquer patrão desejaria ter entre seus empregados, um colaborador. Isto é ser um profissional eticamente bom.
Ética Profissional e relações sociais:
O varredor de rua que se preocupa em limpar o canal de escoamento de água da chuva, o auxiliar de almoxarifado que verifica se não há umidade no local destinado para colocar caixas de alimentos, o médico cirurgião que confere as suturas nos tecidos internos antes de completar a cirurgia, a atendente do asilo que se preocupa com a limpeza de uma senhora idosa após ir ao banheiro, o contador que impede uma fraude ou desfalque, ou que não maquia o balanço de uma empresa, o engenheiro que utiliza o material mais indicado para a construção de uma ponte, todos estão agindo de forma eticamente correta em suas profissões, ao fazerem o que não é visto, ao fazerem aquilo que, alguém descobrindo, não saberá quem fez, mas que estão preocupados, mais do que com os deveres profissionais, com as PESSOAS.
As leis de cada profissão são elaboradas com o objetivo de proteger os profissionais, a categoria como um todo e as pessoas que dependem daquele profissional, mas há muitos aspectos não previstos especificamente e que fazem parte do comprometimento do profissional em ser eticamente correto, aquele que, independente de receber elogios, faz A COISA CERTA. (...)

criado por Prof Rafael Porcari
09:09:50No último domingo, fui ao Teatro Frei Caneca assistir a peça da "Turma do cocóricó", da Tv Cultura. Sucesso entre a criançada, no teatro perdeu a graça... E explico: muitos efeitos, som excessivamente alto, a história difícil para as crianças entenderem e um cenário sombrio. Tão simples e bacana na TV, mal feito e moderninho demais no teatro. As crianças choram sem parar, até mesmo assustadas, e não é legal...
Mas legal mesmo é passar a tarde com meus sobrinhos! Que delícia passear (eu e minha mulher) com o Júnior e a Ana Luiza. Só faltou a Julinha...

criado por Prof Rafael Porcari
08:11:34Que tipo de presente nos falta neste Natal a ser desembrulhado?
Extraído de: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11238
O presente que falta ser desembrulhado
por Dado Moura
É praticamente impossível não deixar de perceber que o Natal está chegando. As casas ganham uma ornamentação especial. As pessoas se mobilizam de tal maneira que nenhuma outra celebração do ano parece igual. Árvores são iluminadas, jardins decorados e o comércio se movimenta traçando estratégias para melhores faturamentos.
As empresas comemoram com seus empregados brindando a chegada de mais um Natal, com comidas, brincadeiras e troca de presentes, ainda que muitos desses, depois de desembrulhados, sejam esquecidos nos armários ao longo dos meses futuros. A maneira como a grande maioria das pessoas celebra essa festa pouco se assemelha com uma celebração religiosa cristã.
Para os mais desavisados, pode-se pensar que dezembro é um mês em que o comércio promove uma competição, distribuindo cupons e elegendo, com prêmios, por meio de sorteios, um vencedor. Muitos esperam encontrar - na atitude de presentear e de serem presenteados - o verdadeiro significado dos votos de felicidade expressos nos cartões ou nas frases, muitas vezes, repetidas quase que automaticamente. Para outros, os votos de felicidades são traduzidos na possibilidade de conseguirem muito dinheiro para realizar todos os sonhos de consumo.
Toda essa movimentação parece revigorar as forças de um desejo misterioso nas pessoas de encontrar um sentido para suas vidas que, por muitas vezes, não passam de dias rotineiros, repletos de superficialidades, os quais se repetem por anos a fio.
Infelizmente, devido à necessidade de se alcançar uma felicidade vendida pelo mundo, mal se tem tempo para acolher o presente que Deus concede a muitos, mas que ainda não foi desembrulhado...
Com a agenda cheia de compromissos, visitas, entre outros apontamentos, faltam esforços para viver o encontro com Aquele que é a salvação para ricos e pobres; brancos e negros; livres e cativos. Aquele que deseja nos ajudar a alcançar as virtudes que, por muitas vezes, nos vemos distantes.
A felicidade que se busca não está contida num pacote embrulhado ou, simplesmente, nos votos de dias sem preocupações, crises e sofrimentos. Sabemos que presente algum poderá eliminar os vazios de nosso coração quando há falta de gestos concretos de solidariedade, paciência e disposição para transformar o ambiente em que vivemos, no lugar onde a sadia convivência, a harmonia e o respeito mútuo tem morada.
O grande diferencial que suprirá o vazio de nossa alma e que revitaliza nossas forças, especialmente quando sobrevêm as tempestades em nossa vida, tem sido proclamado pela Igreja há mais de 2.000 anos. Ainda hoje grandes transformações continuam acontecendo na vida daquelas pessoas que se colocam abertas a conhecê-Lo, pois, ao tocarem a história d’Ele, não se encontram com um personagem que viveu há milhares de anos, mas com Alguém que vive e realiza prodígios na vida de quem O acolhe como Amigo.
Não se conhece alguém que, ao assumir a participação de Jesus Cristo na sua vida, tenha sido decepcionado ou abandonado às margens do caminho; ou que, ao ter clamado por Sua ajuda, tenha sido desprezado.
Talvez esteja faltando - entre as atividades agendadas para o feriado de Natal - o compromisso de buscar viver o encontro com Aquele que é a razão de toda existência. Dessa maneira, em vez de permitirmos que o Menino Deus nasça numa manjedoura fria, que possamos testemunhar a alegria de acolher Aquele que pode preencher a nossa alma, abrindo as portas do nosso coração para a Salvação que vem ao nosso encontro.

criado por Prof Rafael Porcari
08:06:10Compartilho interessante artigo extraído da coluna "Manual do executivo ingênuo" sobre os malefícios da anisedade na vida pessoal e profissional.
Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/blogs/manualdoexecutivo/listar1.shtml
A inimiga de todas as horas (2)
Um ponto central da ansiedade, para quem é ansioso como eu, é essa sanha de controlar as coisas. O sujeito controlador é um ansioso crítico e um ansioso crônico. Deveria ser levado a escolas primárias e mostrado como exemplo às crianças do que não fazer. (Eis-me aqui um candidato!) O controlador quer pôr ordem no mundo, nas coisas, nas pessoas. Uma ordem estática, perfeita, que não existe na natureza e nem em lugar algum. Mas que fica queimando na cabeça e no estômago do sujeito como se a sua existência fosse condição fundamental de felicidade. O ansioso é o sujeito que quer ter tudo sob controle. Nenhum risco, nenhum imprevisto, nada que não esteja absolutamente dominado. Trata-se de uma mania de deixar todos os livros perfeitamente organizados na estante antes de dormir. De não conseguir pegar no sono enquanto os títulos não estiverem todos arrumados em ordem decrescente de sobrenome de autores. Nada contra. Exceto pelo fato de que esse é um projeto impossível. Suicida. E inútil. A vida é feita de centenas de prateleiras que estão sempre em movimento. Elas surgem e desaparecem a todo momento à nossa frente. Tão importante quanto ter algum controle sobre os vários escaninhos da nossa vida, de modo a poder lidar minimamente com eles, é aprender a lidar com as surpresas, com as não-garantias, com as ausências de certeza, com o tremendo desconforto de saber que não temos a rigor controle sobre nada, com o quinhão de caos que nos orbita todos os dias.
No final, escrevi tudo isso, claro, você já percebeu, porque digladio diariamente com a ansiedade. Então é provável que a gente ainda venha a falar um bocado disso por aqui. É um dos fantasmas que mais me machuca. Há outros. Você vai se divertir com as catarses coletivas que vamos proporcionar juntos aqui, antes, durante e depois do expediente. Só que também é verdade que discorri sobre a loba porque ela está por trás de um troço que eu aprendi a detestar recentemente: aqueles e-mails que vêm com pedidos de confirmação automática. É o cúmulo do controle. O sujeito precisa saber se o outro realmente abriu seu e-mail. E a hora exata em que o fez. E aí deve ficar olhando para o relógio e pensando: “Por que não responde logo?” Algumas dessas confirmações são bem engraçadas. Dizem assim: “Fulano de tal abriu sua mensagem na hora tal. Mas não significa que ele tenha lido, compreendido ou concordado com o seu conteúdo”. Ao ler isso, imagino que o controlador tenha que controlar, na verdade, o ímpeto de se atirar pela janela. Eu ainda não cheguei a esse ponto. Não envio pedidos de confirmação e assim contribuo não apenas com um volume menor de informações inúteis rolando na rede mas também com a minha própria saúde física e mental.
Por Adriano Silva
Publicado em 09/12/2008 - 19:52

criado por Prof Rafael Porcari
07:40:25