Blog do Professor Rafael Porcari

observações e manifestações do Prof Rafael Porcari sobre os diversos temas atuais. Debata e Comente os assuntos, vamos desenvolver nosso espírito crítico!

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Terra Blog

Arquivo de: Dezembro 2008, 03

02.12.08

Denúncia de Mau Uso do Dinheiro Público

Amigos, é revoltante o descaso das autoridades e a influência política em algumas obras. Para quem conhece a Rodovia Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, que liga Jundiaí a Itu e que além dessas cidades atende aos moradores de Itupeva, Cabreúva e Salto, sabe do que estou falando.

Pois bem, a Rodovia das Colinas, concessionária responsável pela estrada, se recusa a construir um retorno seguro e que permita o acesso dos moradores do Bairro Medeiros à cidade de Jundiaí. No quilômetro 68,5 , que dá acesso ao bairro, não há saída para os moradores, que precisam se deslocar na mão contrária por quase 1,5 km para acessá-la, percorrendo a mesma distância do ponto de saída.

 

Vergonhoso...

 

Também nas proximidades, os moradores do Portal do Medeiros, Reserva da Serra e Vale dos Cebrantes têm essa dificuldade. Nesses pontos, além das dificuldades dos motoristas, há o problema dos atropelamentos. No mesmo km 68,5, e no 69, onde há grande concentração de moradores que precisam atravessar a rodovia, a Concessionária se nega a construir uma mísera passarela.

Agora, veja o absurdo: no Km 90, está em obras um retorno fabuloso na rodovia, que liga NADA a LUGAR NENHUM. Para quem não conhece o trecho, ficará revoltado em ver os gastos mirabolantes para uma obra que não servirá a ninguém, enquanto vidas são ceifadas semanalmente nos atropelamentos.

 

Veja a primeira foto: não há população em volta ou necessidade de um retorno:

 

 

Olha o acesso em lugar desnecessário:

 

 

Quanta grana foi para levantar essas pilastras, hein?

 

 

Lembram dos dizeres no painel eletrônico da Rodovia de "pista interditada para explosão de pedras"? É essa laje de pedra. Escolhida a dedo. Com tanta terra por aí, por que escolheram o ponto justo numa parede de pedra. A troco de quê?

 

 

O mais curioso: todo esse desperdício para uma única mão de direção: veja que não tem como fazer o retorno para Itu. É "meio-trevo", ou se preferir, meio-retorno. Como é que pode dinamitar tanta pedra, gastar tanto dinheiro e fazer algo mal feito no meio do nada? Dá a impressão que é para gastar mesmo, lavar dinheiro ou privilegiar alguém!

 

 

 É mole? E para os moradores do Bairro Medeiros, Portal, Reserva da Serra, Vale dos Cebrantes... Cadê o nosso retorno? Principalmente: e as passarelas?