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Entre os mais importantes cientistas do mundo, 3 jovens brasileiros aparecem na lista!
Num país em que os gastos com educação são pequenos (em relação às nações desenvolvidas), isso é uma vitória.
Extraído de: http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/150807/p_108.shtml
A nova cara da ciência
Quem são os três jovens brasileiros que aparecem
na lista dos cientistas mais influentes do mundo
Há três maneiras de aferir o grau de relevância de um cientista numa sociedade moderna. A primeira é saber quantos dos artigos publicados em revistas de alto nível acadêmico levam o seu nome. A segunda mede o número de vezes em que seu trabalho aparece citado por outros pesquisadores. Por fim, são contabilizados os mestres e doutores formados sob a batuta daquele cientista. Da combinação desses três medidores surge um poderoso indicador – aplicado em países da Europa, nos Estados Unidos e agora no Brasil – capaz de atestar não só o nível de um especialista e sua obra mas também seu efeito multiplicador. Um novo ranking revelou que quinze cientistas brasileiros estão entre os mais influentes do mundo, segundo esse critério. Três deles nunca haviam aparecido numa lista desse tipo. Eles chamam atenção pelos feitos científicos, todos na área da biomedicina, e pela faixa etária. Aos 40 e poucos anos, são precoces em um ambiente em que o apogeu se dá, em geral, uma década mais tarde. Por essa razão, despontam no levantamento feito pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o órgão de apoio à pesquisa do governo federal, como expoentes de uma nova geração de cientistas brasileiros. A pesquisa tomou como base o Scopus, banco de dados com sede na Holanda, que reúne informações de 97 países e armazena 1% dos periódicos científicos – justamente aqueles de maior repercussão internacional. É uma referência mundial.
Foi nesse seleto conjunto de publicações que o veterinário mineiro Ricardo Gazzinelli apareceu no topo, ao lado dos especialistas mais influentes do mundo em sua área: a imunologia. Pesquisador da Fiocruz e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Gazzinelli está entre os melhores por ter sido o primeiro a desvendar a função de um hormônio na defesa das células contra microrganismos causadores de doenças típicas de países pobres, como a malária e o mal de Chagas. O fato lhe deu fama internacional e perspectiva de utilização prática para algo que consumiu três anos consecutivos de sua vida acadêmica. Na semana passada, Gazzinelli, cuja maior obsessão é ver sua descoberta transformada em vacinas que previnam as doenças, recebeu a notícia de que o governo federal destinará 4 milhões de reais para a fabricação de uma delas, contra a leishmaniose (espécie de micose profunda). Ele diz: "Produzir conhecimento que traga benefícios práticos às pessoas deveria ser a ambição de qualquer cientista". É certamente uma prioridade para Gazzinelli e seus dois colegas de ranking, a carioca Patricia Bozza e o mineiro Mauro Teixeira: em comum, as pesquisas dos campeões reúnem credencial básica para tomar o rumo do mercado – há demanda para elas. São raridade no Brasil. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dimensiona a distância que separa a academia do mundo real. Apenas 7% das empresas no país recorrem à universidade. Nos países da Europa esse número é quatro vezes maior.
Além de uma visão mais pragmática da ciência, há outros pontos que unem o trio revelado no levantamento da Capes – e eles ajudam a esclarecer os caminhos para o sucesso acadêmico. Primeiro, depreende-se de sua trajetória a lição do esforço (sim, todos varavam madrugadas em laboratórios e começaram a aventurar-se como jovens cientistas ainda na graduação). Os três têm ainda em comum passagens por universidades estrangeiras, o que lhes proporcionou contato com alguns dos melhores especialistas do mundo em suas respectivas áreas. De volta ao Brasil, até hoje eles se beneficiam da experiência. Eis o exemplo do médico Mauro Teixeira, referência mundial na pesquisa sobre processos inflamatórios, que se graduou na UFMG e fez doutorado na Universidade de Londres. Ele não só mantém vivo o intercâmbio acadêmico com pesquisadores de diferentes nacionalidades que conheceu em sua temporada fora do país – o que claramente o ajuda a distinguir-se da média – como acabou descoberto por empresas estrangeiras. Foi recentemente contratado por uma companhia suíça para desenvolver um remédio para tratar a arteriosclerose. Ganhará pelo trabalho 120.000 reais, quantia 40% mais alta do que a que recebe hoje por ano como pesquisador da UFMG. Resume Teixeira: "Cientista brasileiro precisa ser contorcionista".
Os especialistas são unânimes ao afirmar que a ciência brasileira carece de dois fatores básicos para que avance: mais investimento e um sistema de distribuição de verbas capaz de incentivar os melhores pesquisadores. Na comparação internacional, o Brasil aparece em 37º lugar num ranking que mede quanto cada país gasta com pesquisa: apenas 0,8% do PIB, no caso brasileiro, bem menos do que outros países emergentes, como a Coréia do Sul, que destina à ciência 3% de seu PIB. O segundo problema é que pesquisadores como Gazzinelli e Teixeira, reconhecidos entre os mais influentes cientistas do mundo, recebem salários semelhantes aos de pesquisadores que, do ofício, só preservam o título. "Para o Brasil se tornar mais competitivo, precisa superar a visão corporativista e atrasada de que o meio acadêmico é uma grande família", afirma Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os efeitos negativos disso se refletem na produção acadêmica. Embora o país tenha melhorado em alguns dos indicadores (veja quadro), os brasileiros ainda são bem menos citados em publicações de relevo acadêmico do que os pesquisadores de países como a China e a Índia: o Brasil ocupa a 22ª posição nesse ranking.
Nesse cenário, surpreende o fato de a carioca Patricia Bozza ter-se tornado, com apenas 40 anos, uma das mais influentes farmacologistas do mundo. Formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), ela conta histórias típicas da vida de qualquer cientista no Brasil, como os meses em que passou à espera de um reagente, cujo pedido exigiu assinatura em cinco vias, ou os leilões dos quais participou para comprar algumas das máquinas que usa em sua pesquisa. Sobreviveu a tudo com um feito extraordinário no currículo: Patricia desvendou um método para medir o grau de evolução de diferentes tipos de inflamação, fundamental para o diagnóstico e o tratamento de doenças. Com uma passagem de quatro anos pela Harvard Medical School, nos Estados Unidos, onde completou o doutorado, ela relevou esses e outros obstáculos ao tomar a decisão de retornar ao Brasil. Como seus colegas de ranking, Patricia é menos científica ao explicar sua escolha: "Acredito que a ciência brasileira vá avançar". Ao divulgarem seus trabalhos e formarem novos pesquisadores no país, Patricia, Gazzinelli e Teixeira dão sua contribuição para isso.

criado por Prof Rafael Porcari
16:53:11As Casas Bahia apostam cada vez mais em público de baixa renda.
Abaixo, extraído de: Veja SP, ed 20/11/08, pg 14-15.
Do lado de fora, o carro de som informa aos moradores de Paraisópolis, na Zona Sul, que a inauguração das Casas Bahia começará em poucos minutos. Dentro da loja, Michael Klein, proprietário da rede, aguarda ao lado do prefeito Gilberto Kassab, alinhado a um cordão de vendedores. Às 9h30 da última quarta, simultaneamente, as onze portas são erguidas ao som do Tema da Vitória, aquela musiquinha grudenta que embalava as vitórias do tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna. Uma queima de fogos toma o céu. Em seguida, no palco improvisado na entrada da loja, os integrantes do grupo Exaltasamba surgem em cena, levando a platéia ao delírio. O show dos pagodeiros foi o desfecho de uma operação iniciada há um ano para instalar em Paraisópolis a primeira das 550 lojas da rede dentro de uma favela. Após adquirir o terreno de 1 500 metros quadrados na Rua Ernest Renan, principal via comercial da região, a diretoria das Casas Bahia procurou a prefeitura e conseguiu antecipar obras de saneamento ali. Outra negociação resultou em uma espécie de "caminhão do Michael Klein". A União dos Moradores de Paraisópolis recebeu mais de 100 produtos. "Perguntamos o que poderíamos fazer para melhorar a vida deles", conta Klein. "Pediram alguns eletrodomésticos e nós doamos."
A catadora de lixo Conceição Santos Pereira, de 29 anos, ganhou TV, geladeira, armário e panelas. "Um incêndio destruiu minha casa há dois meses", lembra. Em busca de ajuda, procurou a associação e foi atendida. Segundo o presidente da União dos Moradores, Gilson Rodrigues, cada uma das quinze salas de aula do projeto de alfabetização mantido pela entidade ganhou um rack, uma TV, um DVD e um computador. Os demais produtos da lista foram distribuí-dos "apenas aos mais necessitados", como era o caso de Conceição
Além da despesa com os presentes, cujo valor não foi divulgado, a empresa gastou mais 2 milhões de reais para pôr em funciona-mento a nova unidade. A expectativa da rede é faturar 1,5 milhão de reais por mês com as vendas em Paraisópolis - número seme-lhante ao das filiais de Pinheiros e Santo Amaro. Cercada por edifícios residenciais de luxo, a favela se estende por 800 000 metros quadrados e reúne 60 000 habitantes com renda familiar de 1?245 reais. Estima-se que existam ali 2 000 endereços comerciais, entre salões de beleza, locadoras, casas de materiais de construção e mercados. Mas não há uma só loja de departamentos. Justa-mente por isso, a novidade assustou algumas pessoas. "Chegamos a achar que poderia atrapalhar o comércio local", diz Rodrigues. Após um encontro com a diretoria da rede, ele - que garante não ter ficado com nenhum dos presentes - percebeu os benefícios relacionados à vinda do concorrente de peso. Entre janeiro e agosto, a prefeitura recuperou o asfalto no trecho próximo à loja. Insta-lou também novas tubulações de água e esgoto na Rua Ernest Renan, beneficiando as Casas Bahia e 300 residências. Apenas 30% dos 18000 domicílios da favela, no entanto, estão conectados ao sistema de água e esgoto.

criado por Prof Rafael Porcari
16:41:12Cada vez mais se tem utilizado mídias alternativas para divulgação ou promoção de eventos ou pessoas. Faz-se e vende-se de tudo. Na área de vendas on-line, é conhecido mundialmente o eBay, sítio de leilão on-line.
Pois bem: eles colocaram em leilão um “encontro com o Pelé”. É isso mesmo: por 5 mil libras (ou aproximadamente 17 mil reais) você passa uma tarde com o Rei do Futebol.
Sabem quantas ofertas o eBay já teve?
NENHUMA ! Até o Pelé está encalhado!
Sinal dos tempos: ou o futebol já não é o mesmo, ou não temos mais excêntricos milionários torrando dinheiro em época de crise mundial.
Se você quiser dar um lance, entre na página do Globoesporte.com que há o atalho para o eBay. Clique em:
http://colunas.globoesporte.com/brasilmundialfc/2008/11/12/e-o-rei-continua-encalhado/

criado por Prof Rafael Porcari
08:48:45Amigos, compartilho um excepcional texto de Gilberto Dimenstein, deste último sábado dia 15, sobre alimentar um sonho, e que isso pôde tornar um negro presidente e uma potencial prostituta em dentista formada pela USP. Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u468075.shtml
Obama e a ex-futura prostituta de Brasília
Barack Obama está sendo pressionado a matricular suas duas filhas numa escola pública de Washington --talvez seja mais fácil um negro se eleger presidente do que ele aceitar essa pressão. Afinal, as escolas públicas daquela cidade são conhecidas pelo péssimo desempenho, violência, drogas, especialmente entre os negros.
O que me intriga nesse debate é o fato de que a capital da nação mais poderosa do mundo tem dificuldade de lidar com a violência de seus alunos --e daí se vê a dificuldade que temos e vamos continuar tendo no Brasil, onde não dispomos, nem remotamente, de tantos recursos.
Por isso, recomendo a leitura de um livro chamado "A Pedagogia do Cuidado", do educador Celso Antunes, que está sendo lançado nesta semana, sobre a experiência da Casa do Zezinho, que fica no chamado "triângulo da morte" de São Paulo. São relatos de casos de educação contra a barbárie, fazendo com os que jovens se expressem e se encantem pelo conhecimento.
Um exemplo é a de uma menina que se prostituía na favela. Num truque pedagógico, Dagmar Garroux ofereceu-lhe então um treino para ser prostituta com muito dinheiro, preparada para trabalhar em Brasília. Isso implicou estudar mais e cuidar do corpo para valorizar a "mercadoria". A menina fez ensino médio, entrou num curso pré-vestibular passou na USP e se formou em odontologia.
O caso, que está detalhado no www.catracalivre.com.br, mostra que mais de que não basta dinheiro pra enfrentar a violência. É preciso oferecer espaço de sonho --por isso, a ex-futura-prostituta de Brasília virou dentista. E também um negro órfão, criado por uma avó, se tornou presidente.
Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.

criado por Prof Rafael Porcari
08:47:10Sabe aquela expressão “Samba do Crioulo Doido”, usada para coisas incompreensíveis?
Pois é... leia a nota abaixo, extraída do Terra (http://exclusivo.terra.com.br/interna/0,,OI3321297-EI1118,00-Ronaldo+Esper+fica+completamente+pelado+em+casa+noturna.html),
e na seqüência a explicação absurda do ocorrido:
Ronaldo Ésper ficou completamente nu nesta sexta-feira, enquanto bancava o DJ na casa noturna paulistana Trash 80´s.
Ronaldo Ésper era o DJ convidado da noite e, no meio de seu set de hits, acabou arrancando toda a roupa, inclusive a cueca, e começou a dançar com seus convidados, sem se importar com os cliques de quem estava presente.
A platéia animada da Trash 80´s não se importou com a ousadia do estilista e continuou a dançar na pista.
Vamos lá: que o polêmico estilista parece não ter “todos os parafusos da cabeça ajustados”, isso é sabido. Há pouco, alegou que tomava muitos remédios e acabou furtando vasos de cemitério. Mas como ele gosta de dançar, se pelado ou vestido, o que toma ou o que não toma, é problema dele. O curioso de tudo é a explicação: ele fez isso, segundo entrevista à Rádio Jovem Pan, em HONRA DE SANTO EXPEDITO!
Ronaldo Ésper alegou o seguinte: ele é devoto do santo, e está para iniciar um filme onde ele visitará as periferias de São Paulo vestido de monge. Em determinado momento da película, o monge se fará aparecer como Santo Expedito, e para livrar-se do materialismo e das riquezas dos outros, despir-se-á. (Detalhe: quem fez isso foi São Francisco de Assis, que abandonou sua casa pelado, pois se sentia pecador em usar as roupas compradas de maneira imoral pelo seu pai –não Santo Expedito). Assim, naquela noite, o estilista sentiu, segundo ele próprio, uma necessidade muito grande de aproveitar a empolgação e fazer um laboratório para as filmagens, treinando seu nu artístico em público.
Entendeu a explicação? Foi isso que Ésper alegou.
Não é o verdadeiro “samba do crioulo doido”? Se ele dança pelado para agradecer a Santo Expedito, acredito que minhas Romarias a Pé para Pirapora não tem motivo para o Bom Jesus...

criado por Prof Rafael Porcari
08:41:15