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O que podemos dizer sobre o conceito de "Universidade", proposto por Hugo Chávez na Venezuela? É, no mínimo, assustador! Por que dentistas têm que ter aula sobre "Política da América Latina" ou "Castrismo"? Ou se submete ao sistema do ditador, ou você está excluído! Ou você leciona a favor do governo, e estuda a fim de ajudá-lo, ou esqueça a graduação. Oposição, na Faculdade não pode (aliás, no país inteiro...) Em todas as Universidades, independente do curso, deve-se aprender Política Chavista, por determinação presidencial.
Veja mais em: http://veja.abril.com.br/291008/p_138.shtml
(Texto: As madraçais do governo Chávez)
Cartazes com dizeres como "O neoliberalismo selvagem fracassou" e panfletos de propaganda do governo Hugo Chávez tomam as paredes da Universidade Bolivariana, a maior de todas na Venezuela, com 260 000 estudantes. Numa aula sobre economia, os alunos recebem uma lição de ódio ao McDonald’s – "que vem ao nosso país, usa nossa luz, nossa água e leva o dinheiro embora". A vitrine da livraria exibe dois dos best-sellers no câmpus, Razões para uma Revolução e Marxismo Aberto. O que fazem esses jovens no tempo livre? O trivial – conversar, ouvir o hip hop do grupo 3 Dueños, ir ao McDonald’s vizinho ("Fazer o quê? É bom!"). Também participam de manifestações simpáticas ao governo. Alguns dos estudantes são ainda integrantes das milícias chavistas, nas quais podem se alistar no "Escritório de integração cívico-militar", que funciona no próprio câmpus. Resume, orgulhosa, a secretária-geral da universidade, Xiomara Muro: "Estamos a serviço da revolução bolivariana. Nosso objetivo é formar o novo homem socialista". Não é a única na Venezuela. Nos últimos cinco anos, Chávez esparramou pelo país mais de quarenta sedes de faculdades nesses moldes e conseguiu se apoderar de outras existentes. Hoje, mais de 500 000 estudantes freqüentam uma dessas instituições, a maioria deles das classes C e D. Já são um quarto de todos os universitários do país – e o plano do governo é dobrar o número de matrículas.
O avanço de Chávez nas universidades chama mais atenção agora pelas dimensões que tomou – mas trata-se de um projeto antigo. Uma das primeiras medidas adotadas por ele quando assumiu o governo, em 1999, foi trocar a direção de um instituto politécnico das Forças Armadas, espécie de ITA venezuelano, e colocar lá gente de sua confiança. O que era um oásis de excelência freqüentado por 2 500 alunos se transformou na Universidade Experimental das Forças Armadas (Unefa), onde estão matriculados hoje 220 000 estudantes. Era uma referência nas ciências exatas. Atualmente, ensina de tudo. De gestão municipal a administração de desastres, cursos cujo propósito é formar gente para trabalhar no serviço público. Nessa e nas outras universidades chavistas, também foi abolido o vestibular. Basta apresentar o diploma de conclusão do ensino médio para conseguir uma vaga. Isto mesmo: entra quem quer. Essa política fez o orçamento para o ensino superior triplicar em quatro anos – e tem surtido efeito positivo para a imagem do governo. "Se houvesse uma prova, jamais teríamos chance de passar na faculdade de medicina. Devemos isso a Chávez", fazem coro as estudantes Kharla Andrade, 22 anos, e Nincy Bolivar, 30. Cada uma delas já colecionava no currículo três tentativas frustradas de ingresso no curso de medicina.
Ao enterrar a meritocracia e transformar as universidades em locais onde grassa uma ideologia do passado, o governo Chávez põe de pé um sistema incapaz de formar jovens preparados para atuar numa economia globalizada (esta, lembrada nas aulas como "a causa de muitas mazelas latino-americanas"). Diz o sociólogo Amalio Belmonte, secretário-geral da Universidade Central da Venezuela (UCV), uma das melhores públicas do país, que manteve sua autonomia: "Ingressam nas universidades chavistas alunos que mal sabem escrever e sai delas gente pessimamente preparada para enfrentar um mercado de trabalho moderno". A UCV e outras instituições públicas de ensino superior conseguiram preservar sua independência, apesar das várias tentativas do governo de absorvê-las em sua rede. No ano passado, Chávez lançou um referendo que, entre outras medidas autoritárias, previa o fim da autonomia nas universidades. Submetido a um plebiscito popular, o referendo naufragou – tal como a oficialização de um "currículo bolivariano" nas escolas (veja quadro abaixo). Com seu raio de ação limitado, o governo se pôs a construir faculdades e a intervir em outras que já eram dependentes dele. Na propaganda, aparecem como modelos a ser seguidos. Na prática, os próprios integrantes da cúpula chavista batem à porta do secretário-geral Amalio Belmonte para pedir vagas aos filhos (apesar de lá, sim, haver vestibular). Ao secretário, eles assumem: "As universidades bolivarianas são piores".
Essas instituições, no entanto, têm se prestado bem a dois objetivos chavistas – um deles declarado, outro não. Além de formarem gente para trabalhar no setor público, como anuncia a propaganda, as faculdades de Chávez também se propõem a coibir o tom crítico ao governo, típico do meio acadêmico. Nessas universidades, há mecanismos para censurar as queixas ao chavismo. Antes de entrarem na sala de aula, os professores precisam provar afinidades com o regime populista de Chávez e ainda freqüentar um "curso de indução", cujo nome já esclarece o propósito. Durante três meses, são apresentados à Constituição Bolivariana e recebem clara orientação para não falar mal do governo. "Alguns dos meus colegas não concordavam com essa linha e decidiram abandonar o curso", conta a professora da Universidade Bolivariana Maria Graciela Alvino ("chavista, do contrário não estaria lá"). Uma vez na sala de aula, os professores são vigiados de perto. O cientista social Robert Rodríguez, que lecionou na Universidade das Forças Armadas, chegou a fazer comentários desfavoráveis ao governo e aboliu um ritual que julgava excessivo: toda vez que entrava em sala, era saudado pelos estudantes com o slogan "Pátria, socialismo ou morte". Ao fim do ano letivo, a universidade dispensou Rodríguez. "Não tenho dúvida de que foi uma represália. Nas instituições chavistas, ou o professor segue à risca a cartilha, ou está fora." Historicamente, as universidades têm sido alvo de regimes autoritários, como o de Hugo Chávez. Durante os anos de trevas da Revolução Cultural chinesa, Mao Tsé-tung perseguiu os professores de forma violenta e fez das instituições de ensino superior um deserto de idéias. O modelo de Chávez guarda semelhanças com o Instituto dos Professores Vermelhos, sistema implantado na Rússia logo depois da revolução comunista. Chávez também copia o exemplo soviético ao congelar o orçamento das antigas faculdades e canalizar verbas para as suas. Ele diz: "Vamos fortalecer as universidades que estão a serviço da revolução". Enquanto no caixa destas sobra dinheiro, as outras estão na penúria. "Esse é um processo típico de governantes autoritários, que desprezam o valor da liberdade de pensamento", resume o historiador americano John Connelly, da Universidade da Califórnia, autor do livro Universidades sob Ditaduras. Ao planejar suas universidades, Chávez priorizou a formação de profissionais com o maior potencial de divulgar seu ideário, caso de professores e jornalistas. Diz a estudante de comunicação social Lilian Rodríguez: "Vamos levar a verdade às pessoas". A história mostra que, quando um governante e seus seguidores se julgam donos da verdade, o resultado é a perseguição inclemente à liberdade individual – e o obscurantismo intelectual.

criado por Prof Rafael Porcari
12:05:28Até quando os institutos de pesquisa estarão acima do bem e do mal? Nestas últimas eleições (como nas penúltimas e antipenúltimas), muitos erros grosseiros aconteceram. Seriam gafes ou, porque não, manipulações? Prefiro, e devo crer, em erros. Mas o que dizer do primeiro turno no RJ? E do Kassab, que ninguém previu que estaria na frente da Marta no primeiro turno? Pior: em Belo Horizonte, teve de empate técnico à diferença de 15 pontos, já computada a margem de erro! Quer dizer, poderia dar qualquer coisa...
Por isso, cada vez mais, os candidatos podem apenas ter um leve embasamento por pesquisas. É crer realmente somente na contagem dos votos.

criado por Prof Rafael Porcari
11:47:40Amigos, há algum tempo prometi divulgar publicamente minhas notas de jogo - sejam boas ou ruins - com o propósito de mostrar total transparência da atividade.
Já critiquei por excesso de rigor alguns avaliadores e sua incoerência, tendo oportunidade de falar pessoalmente há alguns sobre isso. Dentro de uma coerência necessária, neste anexo contendo mais análises de jogo, há observações excessivamente elogiosas e pouco rigor na nota. Atenção: estou comentando a minha nota, não a dos meus colegas, pois seria uma terrível falta de ética. Nesta avaliação (link abaixo), minha nota foi alta demais, e não concordo. Respeito, mas discordo.
Abaixo (são 3 links) :
http://sumulaonline.fpf.org.br/Arbitragens/sistema/observadores/74104-403obsA.jpg
http://sumulaonline.fpf.org.br/Arbitragens/sistema/observadores/74104-403obsB.jpg
http://sumulaonline.fpf.org.br/Arbitragens/sistema/observadores/74104-403obsC.jpg
A própósito, estarão divulgadas as datas para a nossa reinscrição no quadro da FPF. Nossos documentos, a título de curiosidade, exigem uma necessária conduta civil correta, exames médicos necessários, além das provas escritas e físicas. Dos documentos, o "Nada Consta" do Serasa e do SPC, Atestado de Antecedentes Civil e Atestado Criminal; Declaração do INSS e comprovantes de recolhimento; Eletrocardiograma, Ecocardiograma, Atestado de Capacitação e Exame Oftalmológico... Além de outros documentos, que se encontram em:
http://www.futebolpaulista.com.br/arbitragem.php?sec=41&sub=&cod=18392
Abraços

criado por Prof Rafael Porcari
11:17:05Como é legal ter uma foto marcante! Esta aqui é a nossa primeira foto juntos (Pai, mãe e filhinha). Olha que sapeca - a Marina fez pose dentro da barriga da Andréia! Êta menininha bacaninha...

Quer demonstração de felicidade maior?
A expressão nos nossos rostos diz tudo... FELICIDADE

criado por Prof Rafael Porcari
08:28:44