Blog do Professor Rafael Porcari

observações e manifestações do Prof Rafael Porcari sobre os diversos temas atuais. Debata e Comente os assuntos, vamos desenvolver nosso espírito crítico!

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Arquivo de: Outubro 2008, 17

17.10.08

Casão e sua Recuperação

Pessoal, o Casagrande estará no próximo sábado no propgrama do Serginho Groismann. É a primeira entrevista depois que se recuperou (assim esperamos) das drogas!

Para quem torceu por ele, uma pitada do que falará no programa:

 

Extraído de: http://www.futebolinterior.com.br/news.php?id_news=60708

 

São Paulo, SP, 17 (AFI) – O ex-atacante do Corinthians, São Paulo e Seleção Brasileira, Walter Casagrande Júnior, concedeu uma entrevista emocionante e polêmica ao apresentador Serginho Groisman, durante a gravação do programa da TV Globo, Altas Horas, nesta quinta-feira. A gravação vai ao ar na madrugada de sábado para domingo.

Casagrande fez um relato sobre o envolvimento com as drogas, que o afastaram da profissão de comentarista esportivo, que exercia na emissora. Para o ex-atacante, a obsessão para fazer uso de narcóticos era mais forte do que a própria vontade.
"Cheirava e me injetava chorando, mas não achava que isso era doença. Pensava que podia parar, mas a dependência química é progressiva, fatal e incurável. Vou ter que conviver com ela até o fim da minha vida, mas nunca mais quero ter uma overdose na frente do meu filho de 12 anos", disse Casão ao apresentador.

Apesar do desejo compulsivo para fazer uso de drogas, o comentarista só tomou conhecimento da doença após capotar com seu carro, ano passado, na capital paulista.

"Tenho 1,91m e dei entrada no hospital pesando 70 quilos, cheio de marcas de picadas nos braços. Quando acordei do coma, três dias depois, estava internado", contou.

O filho mais velho do ex-atleta, Victor Hugo, 22 anos, também jogador de futebol determinou, depois do episódio, que o pai fosse internado na clínica de recuperação de dependentes químicos Greenwood, localizada em Itapecirica da Serra. Durante oito meses, o ex-jogador não teve contato algum com parentes ou amigos e recebeu alta somente há duas semanas.

Até a internação, Casagrande sofreu quatro overdoses. O ex-atacante revelou quais drogas utilizava e que fazia por prazer e não para tirar vantagem em relação ao desempenho nos jogos.

“Quando comecei, não foi com maconha. Eu usava cocaína e heroína. Na Itália fiquei oito anos longe das drogas. Antes, aqui no Brasil, eu usava maconha e cocaína na véspera dos jogos, gostava da sensação de prazer. Mas quando você pára de jogar, no dia seguinte não é ninguém. Senti falta daquela adrenalina, queria de volta a emoção dos estádios cheios. Foi quando caí de cabeça nas drogas", afirmou.

Ainda este ano existe há possibilidade de que Casagrande volte a comentar jogos para a TV Globo ou para o canal fechado Sportv, também da emissora.


Seqüestro em Santo André

O que falar desse maluco de Santo André? Pior: por que a polícia não resolveu o caso ainda, visto que o rapaz é um tremendo amador?

 

Primeiro Prejuízo Histórico da Sadia

Essa crise mundial tem feito suas traquinagens. Veja o que pode acontecer com a Sadia:

Extraído da Folha de São Paulo

(http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u457260.shtml)

 

Sadia reconhece que pode ter 1º prejuízo em 64 anos


por CRISTIANE BARBIERI , Enviada especial da Folha a Toledo (PR)

Pela primeira vez, em seus 64 anos de história, a Sadia deverá fechar o ano com prejuízo. "Há uma po'ssibilidade [de prejuízo], mas sou corintiano e, até os 48 minutos do segundo tempo, ainda há jogo", disse Luiz Fernando Furlan, presidente do conselho da Sadia. "De repente, se não der para ganhar porque afundamos R$ 760 milhões [valor que se refere a perdas anunciadas no fim do mês passado em razão de operações financeiras com câmbio], pelo menos poderemos empatar."

Isso porque, além de as vendas do último trimestre serem geralmente mais fortes, a Sadia está tentando reverter pelo menos parte do prejuízo. Segundo Furlan, a auditoria em andamento irá responder se houve "conivência ou indução a essa falha por parte dos bancos internacionais".

"Estamos tomando todas as providências no sentido de preservar o interesse dos acionistas e dos funcionários, que foram prejudicados", diz ele. Incluem-se nas iniciativas negociações com os bancos estrangeiros --além de medidas judiciais cabíveis, que poderão ser impetradas caso não se chegue a um acordo, tão logo o levantamento da consultoria KPMG seja concluído.

A Sadia pretende apresentar o relatório na próxima assembléia de acionistas, prevista para o dia 3. O fundo de previdência Previ, um dos maiores investidores da Sadia, pediu esclarecimentos à empresa depois do prejuízo.

Furlan, que esteve com o presidente Lula na sexta-feira passada, afirmou ter lembrado a ele que a afirmação de que empresas exportadoras, como a Sadia, estariam especulando contra o real "foi infeliz". "Os bancos internacionais que colocaram 200 empresas brasileiras numa situação de aperto especularam contra o real", disse Furlan.

"Quem especulava a favor acreditava na estabilidade da economia, na taxa de câmbio histórica e no que o próprio presidente falou, que a crise não chegaria ao país. Essas empresas é que levaram ferro."

Para depois

A Sadia deverá postergar os investimentos em novas fábricas, previstos para o próximo ano. "Vamos ter de reestudar investimentos, e não somos só nós", afirmou Furlan, durante a inauguração de fábrica de alimentos industrializados em Toledo (PR). "Falei com uma dúzia de presidentes [de empresas] e todos estão olhando para a frente de uma forma mais cautelosa."

Nos novos projetos há duas fábricas no Brasil e a segunda unidade da empresa no exterior. No país, as fábricas cujos investimentos poderão ser postergados são um abatedouro de frangos em Campo Verde (MT) e um de suínos em Mafra (SC). Os investimentos previstos são da ordem de R$ 630 milhões e R$ 650 milhões, respectivamente. Já a fábrica de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, um dos principais mercados da Sadia, exigiria gastos de R$ 150 milhões. No Brasil, seriam geradas 8.000 vagas e, nos Emirados, 700.

"É possível que [o investimento em Abu Dhabi] seja adiado", disse Furlan. "A prioridade é colocar em funcionamento os investimentos que já estão em andamento. Não faz sentido começar um projeto que vai desabrochar daqui a dois anos e faltar recursos para uma fábrica que daqui a dois ou três meses estará operando."

Retração

Além da fábrica de Toledo, cuja produção passará de 17 mil toneladas para 81 mil toneladas por ano, a Sadia irá inaugurar outras cinco unidades até março de 2009. Juntas, elas representarão receita adicional de R$ 4 bilhões por ano para a empresa, que deverá faturar R$ 12 bilhões em 2008. A Sadia deixou de exportar US$ 300 milhões, em 2008, por falta de capacidade produtiva. Os novos investimentos atenderiam a essa demanda, mas a possível retração e a turbulência na economia obrigaram a empresa a rever os planos.

A jornalista CRISTIANE BARBIERI viajou a convite da Sadia.