Blog do Professor Rafael Porcari

observações e manifestações do Prof Rafael Porcari sobre os diversos temas atuais. Debata e Comente os assuntos, vamos desenvolver nosso espírito crítico!

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Terra Blog

Arquivo de: Setembro 2008, 01

01.09.08

O Tóxico Turbinado

Os traficantes estão cada vez mais ousados, utilizando as estratégias mais escusas e covardes para manter a sua "clientela". Veja o que estão fazendo para garantir os seus "viciados":

Extraído do Yahoo Notícias:

 

(http://br.noticias.yahoo.com/s/01092008/25/manchetes-traficantes-poem-crack-na-maconha-viciar-rapido.html)

 

Traficantes põem crack na maconha para viciar rápido



Os especialistas advertem: a maconha nacional pode conter crack. O motivo é que a planta cultivada no Brasil é de má qualidade e possui uma concentração inferior a 1% do tetraidrocanabinol (THC) - princípio ativo da droga. E, por isso, os traficantes começaram a adicionar pedrinhas do outro entorpecente, mais perigoso à saúde, para potencializar o efeito do cigarro de maconha e cativar o 'freguês'.


O alerta sobre essa prática partiu do diretor do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas, o toxicologista Anthony Wong. "Por ter uma maconha de baixa qualidade, o traficante adiciona o crack para que o usuário tenha o chamado 'barato'. Muitos jovens não conhecem o efeito da maconha e não se dão conta que estão consumindo outro entorpecente, ainda mais nocivo e que vicia rapidamente", disse Wong.

O delegado do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), Luiz Carlos Freitas Magno, tem conhecimento da prática do traficante de adicionar crack à maconha. "Isso se deve à má qualidade da droga brasileira. É o chamado 'bazuco' ou 'mesclado'", disse o delegado - que ministra palestras sobre a prevenção ao uso de drogas.

Há cerca de um ano e meio, os traficantes do Rio de Janeiro começaram a vender o kit "maconha mais crack", batizado por lá de "craconha". Só que, em território carioca, a mistura é encarada como uma nova droga. E o motivo da comercialização é outro: o usuário acredita que a maconha, considerada relaxante, pode potencializar o efeito do crack, um estimulante. O que não passa de um mito.

A adulteração não só da maconha, mas também de outras drogas, é uma prática freqüente dos traficantes brasileiros para aumentar o lucro nas vendas. Segundo o Instituto de Criminalística, aos entorpecentes são, em geral, adicionados dois tipos de substâncias. Uma é o adulterante, que imita os efeitos da droga. Por exemplo, a xilocaína (nome comercial da lidocaína), um anestésico local que passa a falsa impressão de dormência à pessoa que tem contato com a cocaína. E o diluente, adicionado para aumentar o volume da droga. A polícia afirma que, na cocaína vendida ao usuário, há apenas 25% do entorpecente. Os outros 75% são formados por outras substâncias. As informações são do Jornal da Tarde.

Campeonato de Árbitros

A Revista Placar, em seu sítio eletrônico, criou uma versão "Árbitro" da tradicional premiação "Bola de Prata" que a citada mídia proporciona aos jogadores.

A votação está no endereço:

http://placar.abril.com.br/blogs/cartaoneles/posts/blog.shtml

 

Mas, quando você acessar, poderá ver que a votação é baseada (em muito) na paixão do torcedor. Até a rodada 22 da série A1, por exemplo, a votação indicava que o árbitro Sérgio da Silva Carvalho era postulante ao título de melhor - e curiosamente - também pior do campeonato. Isso se deve, basicamente, pela metodolgia da Revista, que possibilita aos internautas escolhem o pior e o melhor da rodada nominalmente. Assim, se determinado árbitro apitar o Vila Xurupita versus Xiririca da Serra, e a partida for cheia de polêmicas e se a imprensa acabar avaliando  "tendenciosa" a atuação para determinada equipe, a maior parte dos torcedores escolherá como melhor o árbitro deste jogo; a outra torcida, conseqüentemente, como pior.

Esse viés é perigoso. Desse jeito, o "Cartão de Prata" (prêmio a ser dado ao melhor árbitro do Brasileirão) pode vir acompanhado com outro prêmio: o de destaque negativo!

A Qualidade da Gasolina Brasileira e o Smog

Olha que interessante este texto da Folha de São Paulo, do Fernando Canzian, sobre a qualidade da Gasolina Brasileira e sua relação com a Poluição.

 

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/fernandocanzian/ult1470u439921.shtml

 

Caro e ruim


A Folha de domingo revelou que a gasolina consumida pelos motoristas em São Paulo joga na atmosfera 43% mais do nocivo gás ozônio do que o combustível que os norte-americanos consomem na Califórnia. Nessa comparação, nossa gasolina é suja por ser pouco refinada.

A gasolina de má qualidade é vendida com a anuência da ANP (Agência Nacional de Petróleo) e engrossa o característico "smog" paulistano, nuvem acinzentada que com freqüência embaça a visão e envenena os pulmões dos contribuintes.

Mas a gasolina brasileira não é apenas suja. Ela também é cara. Seu preço por galão (3,8 litros) eqüivale ao que o Japão, um dos países mais caros do mundo, paga pelo produto. Em dólares, custa entre US$ 6 e US$ 6,9 o galão. Nos EUA, a mesma quantidade sai por menos, US$ 3,96. No México, US$ 2,62.

Pouca gente sabe que cerca da metade do preço que o motorista paga pela gasolina na bomba é imposto. Dos R$ 2,50 por litro, R$ 1,15 são ICMS, Cide, PIS e Cofins. Na Europa, a carga tributária sobre combustíveis chega a ser maior. Mas o Brasil é um dos que mais tributam a gasolina entre os emergentes.

É possível argumentar que é bom taxar mais a gasolina do que o álcool, que polui menos. O caso não é esse. O problema é justificar uma tributação desse tamanho em um produto básico em qualquer país em desenvolvimento e sem transporte público de qualidade. Especialmente quando se verifica que os tributos levam os preços a patamares superiores ao de países de Primeiro Mundo, como EUA e Canadá.

A gasolina é um item apenas. Mesmo que o sujeito queira andar a pé, pagará 36,2% de impostos na compra de um simples par de sapatos.

Outro problema é verificar para que serve, afinal, essa montanha de impostos arrecadada no Brasil. Com uma carga tributária de Primeiro Mundo (38% do PIB) e serviços públicos de Terceiro, é aflitivo constatar o modo como o governo federal vem engessando, no futuro, os gastos públicos nacionais em um patamar elevado.

Com duas medidas provisórias recentes o governo deu reajustes a 54 categorias e a cerca de 350 mil servidores do Executivo. O pacote provocará despesas extras até 2012, quando Lula já estiver fora da Presidência. No primeiro semestre, já havia sido editada MP que elevou os salários de 800 mil servidores civis e 600 mil militares, ativos e inativos.

Ao todo, esses pacotes atingem 90% do 1,9 milhão de funcionários do Executivo, levando as despesas com pessoal ao maior patamar desde 1995. Outros 21 projetos de lei do governo Lula pretendem criar 13,5 mil novos cargos na administração federal.

Enquanto a média salarial dos ocupados hoje na iniciativa privada brasileira (formais e informais) não ultrapassa R$ 1.300, os funcionários do Executivo ganham, em média, mais de R$ 4.500 --sem computar os novos reajustes.

Nada contra esse pessoal ganhar bem. O problema é pagar a conta. E o país continuar rodando com combustível e serviços públicos de péssima qualidade.