Blog do Professor Rafael Porcari

observações e manifestações do Prof Rafael Porcari sobre os diversos temas atuais. Debata e Comente os assuntos, vamos desenvolver nosso espírito crítico!

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Arquivo de: Maio 2008, 22

22.05.08

A Polêmica do Quartarollo

E a confusão que o brilhante jornalista Luiz Carlos Quartarollo criou? Pela Jovem Pan, ele criticou o Atlético Paranaense devido a recepção dada ao São Paulo FC, na última rodada do Brasileirão. Disse que era o time mais odiado do Brasil, que se achava o Milan dentro de campo e que tinha a torcida mais nojenta. A forma e a contundência que ele mostrou foram impressionantes! Mas... será que ele falou alguma mentira? Veja o vídeo no link abaixo e confira:

http://www.jp.com.br/jp/media/online/index.php?view=11910&categoria=57

Qual o Propósito da Parada Gay?

Neste final de semana, haverá a Parada Gay em SP, e são esperadas 3 milhões de pessoas, sendo que a prefeitura municipal distribuirá 1 milhão de preservativos (o que sugere que 1/3 poderão fazer sexo seguro). Mas esta não é a questão levantada. A questão é o respeito a dignidade, que parece ser esquecido. Há quase 1 ano, neste espaço, fiz uma observação que permanece atual. Abaixo:

Post de 13.06.2007, em

http://rafaelporcari.blog.terra.com.br/parada_homo_x_parada_hetero#comments

Parada Homo X Parada Hetero
Fico pensando sobre toda essa manifestação dos grupos GLTB durante a Parada Gay. E chego a conclusão de que tal evento nada mais é do que um carnaval homossexual, sem atender aos propósitos da causa defendida.

O lema pregou o fim da Homofobia e respeito aos direitos dos homossexuais. Mas como levar a sério, se os manifestantes estão sambando a um volume inaudível, com fantasias diversas e outros praticamente nús?

Ligo a TV e vejo um moreno, em cima de um trio elétrico, apenas de mini-saia. Onde está a defesa da manifestação? Onde estão as faixas reinvindicando os direitos gays?

No sábado anterior, houve uma caminhada lésbica na Av Paulista, com aproximadamente 200 pessoas, em defesa do direito das homossexuais. Sinceramente, este protesto tem muito mais respeito e dignidade do que os 3 milhões da Avenida Paulista. Elas protestaram, os outros festejaram.

Respeito o homossexual, mas não faço defesa da prática. A opção sexual de cada um deve ser discreta, respeitosa, para que não se torne vulgaridade ou promiscuidade. A Parada Gay se tornou uma festa de apologia, libertinagem e pornografia, aceita pela mídia e pelos grupos empresariais que querem negociar com este público consumidor.

Já imaginaram a repercussão de uma parada de 3 milhões de heteros, fazendo apologia a heterossexualidade? Seria condenada por muitos.

A causa que poderia ser cidadã parece se tornar libertina. Infelizmente.

Globalizantes e Globalizados

Na última terça, trabalhamos com os alunos do Segundo Semestre a Globalização na Administração de Empresas, e dentre muitas explanações, chegou-se a questão: Você se sente um cidadão global (que sente-se cidadão globalizado, e também globalizador?)
As respostas foram boas, a qualidade redacional melhorou, e as opiniões interessantes. Grande parte dos alunos se sente globalizados por estarem em contato com atualidades, ter acesso a Internet (aliás, ser internauta parece ter sido a maior justificativa – entretanto, deve-se ter cuidado na qualidade da informação) e poder discutir em sala de aula.
Quanto a mostrar ao próximo sua capacidade de influência e, mesmo que timidamente, ser agente globalizador, alguns têm dificuldades. Mas me alegra ver boas respostas onde os alunos se sentem responsáveis em se tornarem agentes multiplicadores do conhecimento adquirido em sala de aula.
Gostei de uma resposta onde o aluno falou sobre o impulso de globalizar, dando a entender que se tornado hábito, a disseminação do conhecimento passa a ser um ato reflexo. O que é ótimo! Aliás, houve respostas que mostraram a preocupação em ser escravizado pela cultura estrangeira, como se globalizar fosse “estar na moda”, e nada fazer contra essa, segundo o aluno, “escravização” de costumes. Interessante ponto de vista... Por fim, há também aqueles que se preocuparam em falar sobre a dificuldade do próprio Brasil estar inserido a contento no mundo global, não apenas recebendo influência, mas influenciando.


O Sacrifício da Saúde pelo Sucesso Profissional

Trabalhamos, na última segunda, procurando debater a questão da qualidade de vida no trabalho. Após a realização de um estudo de caso onde observamos um workaholic, perguntou-se: Você aceitaria sacrificar sua saúde em decorrência do sucesso profissional?
Quando identificados em sala de aula, por amostragem, a maioria recusou tal sacrifício. Entretanto, nas respostas anônimas observou-se um pouco de tudo: sacrifício familiar, social, de saúde e espiritual; ora a realizar, ora já realizado. Muitos relataram as coisas que já abriram mão pela busca de um sonho pessoal e/ou profissional. E, lamentavelmente, a justificativa de tanto esforço acaba sendo a necessidade financeira, já que reclamaram (e com razão) das dificuldades em trabalhar e estudar ao mesmo tempo.