Blog do Professor Rafael Porcari

observações e manifestações do Prof Rafael Porcari sobre os diversos temas atuais. Debata e Comente os assuntos, vamos desenvolver nosso espírito crítico!

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Arquivo de: Maio 2008, 13

13.05.08

Espiritualidade nas Organizações

Na última aula, trabalhamos um tema muito interessante sobre Espiritualidade nas Organizações. Coloco  à  disposição o tema, acompanhado de um fórum de debates do Portal Exame com o Yahoo!:
http://br.groups.yahoo.com/group/vivernatural/message/526

Em sala de aula, os trabalhos sobre o assunto e a resposta à questão “O que você pensa sobre a mistura de religião e ambiente de trabalho?” trouxe uma diversidade impressionante de opiniões. Claro, todas respeitosas e anonimamente. Tentei fazer um apanhado, buscando sintetizar o que pensa a sala:

Alguns alunos citaram ser um ponto de discórdia esta mistura, alegando que isso “é um problema, pois são assuntos diferentes que tratam de coisas distintas”, pois “negócios e religião não deveriam se misturar por têm caminhos conflitantes”. Ademais, seguindo outro aluno, “o patrão fará proselitismo, pois eu mesmo quase fui convertido pelo meu chefe”, corroborando, outro trabalho disse que “é um problema o conflito de religiões no meu departamento, pois só tem fanático”.

Por outro lado, outros defenderam essa associação, pois “levar o que as religiões ensinam e o que há de bom ‘para o bem comum’ para dentro das empresas é viável”, além de que “as práticas positivistas fraternas deveriam ser adotadas em todas as organizações”. Por fim, outro aluno diz ainda que “a tolerância parte do ecumenismo e a empresa é parte dessa sociedade”, pois devemos “agir com o mesmo espírito de paz, harmonia e amizade na Igreja, em casa e no trabalho”.

Percebeu-se que muitos ponderam suas respostas no respeito a todas as crenças sem se aprofundar, pois “prudentemente eu tenho a minha religião, você a sua e ninguém questione isso na hora de trabalhar”. Ou o texto final de outros 2 trabalhos (usaram a mesma lógica na resposta) de que “política, futebol e religião não se discute”.

Comemorar o Quê?

Hoje se recorda a abolição da escravatura no Brasil. A grosso modo, a Princesa Isabel (e esta é uma opinião bem particular) fez um DESSERVIÇO à nação. Calma, não é um comentário racista, muito pelo contrário (novamente, lembro que só deve existir uma raça, a raça humana). O questionamento se dá pelo fato de, demagogicamente, assinar uma lei libertando os negros da escravidão, e... e o quê? Simplesmente, o escravo que vivia nas senzalas estava livre, e a partir daquele momento, estava solto, sem casa, sem comida, sem dinheiro, e com alguns trapos no corpo! Não houve nenhum programa de inserção do negro à sociedade. E, até hoje, os negros pagam o preço de tal medida sem planejamento futuro nem preocupação social: Qual o percentual de negros em Universidades? Na Política? Nas artes?
Recentemente, a ONG AfroBrasil divulgou um levantamento da CNT-Sensus: no Brasil, apenas 3,3 % dos negros chegam a cargos de comando na Administração de Empresas.

A Agricultura do Pequeno Plantador

Nesta, o presidente Lula foi bem. Preocupado com a alta produtividade dos grandes grupos agropecuários, a CONAB (Cooperativa Nacional de Abastecimento) deverá bancar um valor mínimo aos produtos agrícolas dos pequenos agricultores. Afinal, como qualquer negócio, é duro os micro e pequenos comerciantes competirem com os grandes. No campo, esta afirmação também é válida.
Um exemplo é o milho. A saca tem oscilado no mercado, variando entre a queda máxima de 11 dólares e a alta de US$ 18.00. Assim, dos pequenos produtores, estaria assegurada a compra pelo governo através da CONAB por 16 dólares. Medida social, justa e inteligente. Para ser perfeita, a medida poderia contemplar um pouco mais as lavouras de subsistência.

Festa de Nossa Senhora de Fátima

Hoje é dia de festa na comunidade católica, pois celebra-se a festa da Virgem Maria sobre a invocação de Nossa Senhora de Fátima.
Abaixo, compartilho um belo texto enviado pela Comunidade Canção Nova:

Fátima, escola na arte de orar, crer e amar
Um mistério de fé após 91 anos

“Apraz-me pensar em Fátima como escola de fé com a Virgem Maria por Mestra; lá ergueu Ela a sua Cátedra para ensinar aos pequenos videntes e depois às multidões as verdades eternas e a arte de orar, crer e amar. Na atitude de alunos que necessitam de aprender a lição, confiem-se diariamente, a Mestra tão insigne e Mãe do Cristo”. Essas são palavras do Papa Bento XVI dirigidas aos Bispos Portugueses durante a visita “Ad limina”.
Certamente, o discurso apresenta muitos outros pontos que merecem destaques, mas chamou-me atenção o fato de o Pontífice observar a escolha de Maria por fazer de Fátima a sua Cátedra. Sendo Ela Mestra da simplicidade, não é de se admirar que tenha escolhido as crianças como seus primeiros alunos e mensageiros. E que crianças! São tão puras e sedentas de Deus que me embaraço todas as vezes em que tento entrar no mundo delas para entender melhor o que viveram.
Existe um misto de fé, pureza e amor a Deus encontrado nelas, o qual tem o poder de nos afastar dos ruídos e das ofertas deste mundo e nos fazer tocar – nem que seja por instantes – na alegria eterna.
91 anos depois das Aparições de Nossa Senhora, Fátima continua sendo um mistério de fé que, cada vez mais, atrai peregrinos vindos das mais diversas realidades e lugares. Por estes dias, quando celebramos o aniversário da primeira aparição ocorrida a 13 de maio de 1917, contemplo diariamente a chegada de peregrinos que, em grupo ou sozinhos, chegam fadigados, muitas vezes, até debilitados devido à longa distância percorrida a pé, mas, geralmente, emocionados e felizes por estarem, aqui, na Cova da Iria.
Hoje mesmo, ao cair da tarde, vi um grupo com essas características passar na minha rua e fiquei imaginando: São os alunos da Virgem de Fátima! Lembrei-me das palavras do Papa Bento XVI quando diz que, aqui nesta terra, Nossa Senhora ergueu a sua Cátedra e nos ensina a arte de orar, crer e amar.
Talvez seja por essa razão que pessoas do mundo inteiro acorram à Fátima! O mundo tem sede do amor simples e puro que brota do coração da Mãe. Provavelmente estejamos saturados de aprender outras artes e tenhamos acordado a tempo de perceber que o essencial desta vida se esconde na simplicidade do ordinário vivido com amor. Os Pastorinhos, Lúcia e seus primos Francisco e Jacinta, descobriram esse segredo e souberam corresponder enquanto viveram as lições ensinadas pela Mestra.
Mas a Mensagem não ficou restrita à pequena Aldeia de Fátima. Ela atravessou o oceano e espalhou-se pelo mundo, como folhas secas que o vento do outono leva para onde quer. Com o avanço da tecnologia e a fé de muitos, a mensagem de Nossa Senhora em Fátima é hoje conhecida por toda a humanidade. Acredito que chegou a hora de fazermos as lições de casa. A mensagem, em geral, nos convida para uma vida de oração, especialmente a reza do terço, assim como para conversão, as penitências e sacrifícios em reparação dos pecados da humanidade.
Na terceira aparição, no dia 13 de julho de 1917, a Santíssima Virgem ensinou aos Pastorinhos – e eles nos transmitiram – uma nova jaculatória que deve ser rezada com freqüência, especialmente quando fizessem algum sacrifício:
"Oh meu Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores, pelo Santo Padre e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria".
Contemplar a simplicidade desta terra e deste povo – escolhido pela “Senhora mais brilhante que o sol” – faz-me desejar viver na atitude humilde de aluna que necessita aprender a lição e confiar-me diariamente à Mestra tão insigne, como bem recomendou Bento XVI, para que a minha vida antecipe o céu na terra e molde a terra à imagem do céu. Talvez seja ousadia pensar assim; mas o primeiro Aluno na escola de Maria, Seu Filho Jesus, ensinou-nos com a vida que colocando em prática as lições da Mãe e seguindo Seus passos na arte de orar, crer e amar, podemos transformar o mundo.

Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com
Missionária da Comunidade Canção Nova, em Fátima, Portugal Trabalha na Rádio CN FM 103.