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Queridos alunos, faltando praticamente um mês para as provas, alguns comentários sobre os últimos trabalhos e considerações sobre o desempenho das salas:
TRABALHOS DA ÚLTIMA SEMANA:
Oitavo Semestre:
Em Tópicos Especiais em Administração 3, ao debatermos sobre empresas públicas e privadas, além dos modelos de gestão administrativa, elegeu-se um debate interessante sobre privatização e estatização. A maior parte fez apologia aos modelos privados, mas boas e inteligentes ressalvas se fizeram presentes, principalmente sobre áreas estratégicas e a busca da eficiência em estatais.
Já em Gerenciamento de Pequenas e Médias Empresas, quanto a sucessão em PME familiares, se argumentou para a necessária preparação do sucessor, mas incondicionalmente com data prevista para a aposentadoria do patriarca. Alguns defenderam a permanência dos fundadores, mas como conselheiros sem a palavra decisiva final. Bons trabalhos redigidos também.
Quinto Semestre:
Em Gestão Empreendedora, excepcionais respostas (com muita personalidade) sobre algumas questões em relação a “mitos do empreendedor”. Há quase uma unanimidade de que o desejo de realização pode ajudar a sobrepor as dificuldades financeiras, em sua maior parte, através de artimanhas, barganhas e outras formas inusitadas de negociação.
Segundo Semestre:
Em Gestão das Organizações, quando trabalhado sobre comércio internacional, muitos viram como a principal vantagem a busca de novos mercados consumidores, principalmente em países emergentes. Entretanto, sabiamente (e de maneira velada) falaram sobre aculturação das empresas, a fim de melhor desempenho.
DESEMPENHO DAS TURMAS
Oitavo Semestre: estão com ótima capacidade de redação, argumentam muito bem e acredito que poderão ter excelente desempenho ao escreverem seus TCCs. Mas muito me preocupa QUANDO irão escrever, já que o prazo está acabando e muitos estão com os trabalhos praticamente “crús”. Tem ótimo potencial, mas não podem se acomodar. Criaram uma grande expectativa, e nós, professores, certamente os cobraremos. Só pode existir rigor com quem tem capacidade, e essa é a situação: não relaxem nessa hora derradeira e boa sorte! Não existe mais final de semana, feriado, noite, dia: concentração e trabalho total, para gozarem o descanso merecido posteriormente!
Quinto Semestre: estão evoluindo constantemente. A cada atividade, percebo maior desenvoltura tanto na escrita quanto nas colocações em sala. É uma turma com personalidade, e que tem muito bom espírito crítico. Aliás, talvez seja a turma com alunos e alunas com maior capacidade redacional da faculdade, e sabem disso devido ao retorno dado aos mesmos. Porém, a responsabilidade aumentará (dá para perceber só pelo último debate em aula sobre inteligência X criatividade). Continuem nesse aprendizado contínuo!
Segundo Semestre: situação no “sinal amarelo”. Há bons (talvez ótimos) alunos; entretanto, alguns destoam negativamente pela dificuldade de escrita, que certamente estamos trabalhando. Já é perceptível uma evolução nas atividades em sala. Entretanto, a assiduidade é péssima! Poucos estão sendo assíduos, e há alunos que não participaram sequer de uma aula no segundo bimestre. Isso me preocupa, pois refletirá nas notas finais. Há de se trabalhar e empenhar muito, principalmente pelo fato de que chegará um momento em que as aulas estarão niveladas a fim de privilegiar aos dedicados que estão mostrando bons resultados. Não poder-se-á nivelar nossas atividades por baixo, e a exclusão acontecerá naturalmente. A propósito, outro ponto preocupante é a evasão dessa turma. Algo tem que ser feito. E isso deve partir dos próprios alunos! Vamos lá, garra nas últimas semanas!

criado por Prof Rafael Porcari
15:16:25Como domingo é "feriado", antecipo minha mensagem:
Todo dia deve ser considerado dia das mães. Claro, essa manjada frase quer demonstrar o carinho que devemos ter àquela que nos criou. Sim, considero mãe quem cria, não quem gera, pois “fazer filho” é fácil; criá-los, eis o desafio! Às vezes, a mãe é a avó, ou uma tia, ou o próprio pai. Não importa. O que vale é o amor dado e retribuído não só nesta data, mas durante a vida.
Particularmente, tenho muita dificuldade em falar sobre mãe. Perdi minha querida mãezinha em Maio de 1997, com 42 anos, uma semana depois do Dia das Mães. E a saudade sempre foi grande. Enorme. Insubstituível. Afinal, amor de mãe é singular. É diferente de amor de irmão, de pai, de esposa. Mãe é única. Mãe é um ser tão especial que até mesmo Deus quis ter uma!
Minha mãe foi minha heroína na terra. Hoje, a tenho como uma santa no Céu, me ajudando cada vez mais. Não tenho tristeza pelo seu falecimento, afinal, ela sofreu muito em vida com sua doença, mas a dor do desejo de um abraço impossibilitado pela distância é indescritível.
Não posso me queixar de não ter uma mãe hoje, ao meu lado para ajudar, pois minha querida sogra é minha segunda mãe. De fato, não só de expressão. Ela é mais um anjo que o Senhor pôs na minha vida para me ajudar. Mas é um amor tão grande e ao mesmo tempo diferente. São amores distintos, intensos, ambos com carinho maternal, mas em momentos diversos.
A guerreira mãe que tive mal concluiu a quarta série primária, e ajudou-me a entrar em doutorados, ensinando-me a ler e a escrever, veja só, com a “cartilha da Mimi”. Educou-me para a fé, preparou-me para a vida. Como todo adolescente, dei “algum trabalho” a ela, mas nada grave nem condenável. E entrava na linha rapidamente, pois felizmente a vara de marmelo (que agradeço a Deus por ter existido) não me deixava fugir de alguns caminhos. Um puxão de orelhas não é violência doméstica, mas correção de alguém que ama outro. A amava, e poucas vezes talvez disse isso a ela, embora nunca tenhamos nos separados e ela certamente sabia desse amor.
Como é bom ter mãe... Aos meus dez anos, lembro-me dela e meu pai cuidando do meu avô, que teve câncer por tanto fumar. Maldito cigarro, tirou-me o poeta Manelão, meu vô Pi, meu amigo que ensinava-me a fazer arapucas. Aliás, também perdi meus 2 avôs cedo (meu vô Toninho, incrível, fantástico, alegre, amigo, farreiro...outra grande saudade). Lembro-me também de depois de meu avô, logo em seguida, a corrida aos médicos com minha avó. Outro anjo nesta terra. Câncer em múltiplos órgãos. E minha mãe (sempre junto com meu pai) lutando bravamente pela vida (como é importante viver...). Depois da morte dos avós, o martírio de minha mãe, também com o câncer. Quase 8 anos de luta. Recordo-me como se fosse hoje, meu pai triste por um médico dizer a ele clara e friamente que a mãe deveria ter seis meses de vida, no máximo. A luta foi grande, médicos diferentes, tratamentos diversos, e a batalha para a vida, ou melhor, uma sobrevida. E nunca questionando nada, nenhum “por quê”, somente agradecendo a Deus por poder acordar mais um dia. E a disposição de vencer durou muito mais que seis meses. Em sua última quimioterapia, quando eu tinha 21 anos, o médico me chamou e disse: “Infelizmente, tudo foi feito. Será questão de dias...” Essa frase ainda povoa vez ou outra minha mente, e talvez confidenciando-a, ela me abandone. Mas duro foi vê-la, após a realização da quimio, de cadeira de rodas, a poucos minutos de eu receber tal notícia, sair da ala de oncologia com um sorriso maravilhoso dizer que “hoje tinha sido muito bom, nenhuma reação colateral até então”. Dói. Dói muito saber que tal carinho e alegria durariam pouco tempo.
Uma semana depois do dia das mães de 97, o câncer era de múltiplos órgãos e ocasionava vários problemas, dos cardíacos à trombose. Quanta dor e sofrimento, mas sempre com a alegria no coração e o desejo de viver. Na última tarde, sem poder se mexer pelos medicamentos, mas totalmente consciente, pudemos , tanto eu e meu pai, revezadamente, conversar com ela pela derradeira vez. A maior e mais espetacular experiência que tive, estar frente a frente com o momento de despedida desta terra ao Reino dos Céus. Pude falar tudo a ela, toda a minha vida e meu sentimento. Uma despedida, ou, se Deus quiser, um até logo afetuoso.
Te amo mãe! Do Céu, onde piamente creio que a senhora está, um beijo no coração. E continue intercedendo por mim, pela sua filha Priscila, seu marido Milton, sua nora Andréia, seu futuro genro Augusto... e a todos enfim!
Feliz dia das mães a todos!

criado por Prof Rafael Porcari
09:22:59Lamentável a decisão do Juri Popular da Corte de Belém em absolver o mandante do assassinato da pobre freira Doroty Stang, Vitalmiro Bastos de Moura. Aliás, desculpe o termo, mas não podemos chamá-lo de mandante, já que o acusado foi inocentado. A justiça entendeu que os capangas que cometeram o crime, não o fizeram a mando do fazendeiro, mas de vontade própria, a fim de agradá-lo. Que agrado macabro; tanto quanto a decisão da justiça.

criado por Prof Rafael Porcari
09:20:58Ninguém merece treinar nesse inverno... Como não gosto do frio! Não me queixo de levantar cedo com esse tempo, o que me queixo é treinar com essa temperatura! Para aqueles que madrugam como eu (05:00h), o frio se torna rotineiro. O problema são as lesões que um mau preparo (alongamento combinado com aquecimento) pode acarretar.
O frio é ótimo somente à noite, para um vinho acompanhado com alguma massa, junto da pessoa querida. Aí, tudo bem!

criado por Prof Rafael Porcari
09:19:48