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Na última quarta-feira, Toni Blair, ex-primeiro ministro inglês, foi a um evento público em Londres de metrô, a fim de incentivar o transporte coletivo. Porém, quando foi comprar o bilhete, percebeu que não tinha nenhum dinheiro no bolso. Imediatamente, um dos seus assessores se prontificou a pagar, mas o bilheteiro não quis aceitar, e liberou o nobre passageiro de pagar a tarifa, alegando que “pelos bons serviços prestados à Inglaterra, ele tinha passagem livre”!
E aí, na situação hipotética e metafórica de “bilheteiro da vida”, para quem você daria passagem livre? Gostaria da sua resposta no comentário!

criado por Prof Rafael Porcari
18:37:59Certas economias sentem mais as crises do que outras. Mas certo é, nesses tempos de globalização, que todos hão de senti-la. É o chamado “efeito borboleta”, que para muitos é “efeito dominó”. O nome, em si, não importa.
Hoje, muito se reclama na alta dos preços dos combustíveis e dos alimentos. Países pobres estão, logicamente, sofrendo muito mais do que os ricos quanto à alimentação, que por ventura se preocupam mais com o preço da gasolina. Mas o que desencadeou essa crise nos preços mundiais?
Segundo a ONU ( que depois negou seu próprio discurso), a alta no preço dos alimentos se deve ao plantio dos biocombustíveis, e principalmente ao... Brasil! Ora, fazemos apologia e desejamos ser o celeiro do mundo, pois como disse o navegador português, “aqui se plantando tudo dá”. Mas será que é para tanto? Muitos ativistas reclamam que alguns países (principalmente o nosso) substituem plantação de comida por produção de álcool, encarecendo os alimentos. Mas sabiamente o presidente Lula retrucou dizendo que “ninguém vai falar que o aumento do petróleo encarece o Diesel que é necessário para a logística da produção”? Boas palavras, que poderiam e deveriam ser complementadas com o discurso de que o álcool (ainda) não é a matriz energética do mundo, mas sim o petróleo (energia para transporte, evidentemente). Para se ter idéia, 1 litro de Gasolina na França custa 1,5 euro; na Itália, 1,94 euro; na Inglaterra (transformado de libra para euro), 2,02 euro. Comparado ao nosso 2,39-2,49 reais, é um preço altíssimo, mesmo com os custos de vida e receitas européias.
O barril de petróleo, matéria-prima do Diesel que move os caminhões que transportam alimentos e das máquinas / equipamentos agrícolas, passou a marca histórica dos 100 dólares o barril há tempos. Nunca o preço esteve tão alto, nem na crise do petróleo dos anos 70. Sabemos também que o petróleo não é um bem renovável, e um dia suas reservas irão se esgotar. Tudo isso contribui para a alta do produto e reflete no preço dos alimentos. A verdade, única e crua, é essa.
Mas e quanto o “plantar energia ao invés de plantar comida”? Em parte, poderia ser verdade, se substituíssemos a área plantada de arroz, feijão e hortaliças, por área plantada de cana. E isso se tem observado nos EUA (a mudança da cultura agrícola), mas com um detalhe: ao invés de cana, se utiliza o milho para a produção de álcool. Logicamente, faltará milho para comer e o preço aumentará. E a produção do álcool de milho é caríssima.
Já no Brasil, possuímos a cultura da cana tropical, que produz álcool de ótima qualidade a um preço inferior. Mas com uma característica singular: não substituímos a comida pelo álcool, mas ampliamos as áreas de plantio. Assim, não há justificativa para criticar nosso agronegócio. Tampouco elementos para provocar alta no preço dos alimentos. Lá fora, verdadeiramente, a comida sobe pelo preço do combustível (Diesel, não Álcool como já explicado). Aqui, os alimentos têm subido por problemas pontuais: as fortes chuvas que atingiram como nunca o Nordestes brasileiro, a péssima estrutura logística, e o aumento do custo do trigo argentino (a Argentina vendia trigo para nós, mas está segurando o produto para trocar com gás boliviano ou petróleo venezuelano, fazendo com que o pão suba sensivelmente). Assim, uma coisa não tem (mais ou menos) a ver com a outra.
Importante: a Petrobrás divulgou (na surdina, é verdade) um estudo no qual necessitaria aumentar em 24% os preços da Gasolina e Diesel, para se equiparar aos mercados internacionais. Aí teríamos aumento de alimentos ocasionados pelo aumento dos combustíveis.

criado por Prof Rafael Porcari
18:15:08Novamente a cidade de São Paulo promoverá a virada cultural. Serão 32 horas de música, pintura, teatro e outros eventos, espalhados por todos os cantos da cidade. A iniciativa é ótima, não há o que discutir. Mas a qualidade e propósito dos shows, aí sim, é ponto de discussão.
No ano passado, um dos contratados foi o grupo Racionais MC, que durante uma canção acabou fazendo um discurso contra a PM, de apologia ao crime, o que irritou os policiais ali presentes, iniciando um tumulto gravíssimo. Letras ofensivas são transmissões culturais? Talvez apropriou-se de um evento de apologia à cultura, e levaram a cultura do ódio e intolerância, travestido de discurso contra preconceito da periferia (o que é peculiar dos fanáticos desse grupo). Espero que o excepcional evento tenha propósito e resultado positivo, e que vença a cultura da paz nessa maratona de arte.

criado por Prof Rafael Porcari
18:07:40Há tempos que venho dizendo aos meus alunos que, infelizmente e indesejavelmente, uma guerra é positiva para certas economias. Principalmente aos EUA, que devido a forte presença da Indústria Bélica e aos altos custos de pesquisa em tecnologia, precisam desovar o arsenal produzido. Gira-se a economia, afasta-se a recessão e se tira a atenção de outras causas.
A novidade é que o apelo bélico se tornou comum aos dois partidos (democratas e republicanos) nessas eleições presidenciais. George W Bush reelegeu-se com a bandeira da continuidade da “guerra contra o terror”. Agora, a pseudo-pacifista Hillary Clinton, candidata pré-democrata, disse objetivamente que se o “Irã invadir ou atacar Israel por qualquer motivo, o presidente iraniano saberá que seu país poderá ser aniquilado impetuosamente”. Um discurso que não combina nem com o estilo da candidata, nem com as convicções partidárias (e muito menos com o do outro pré-democrata Barak Osama, que insiste em discurso ao invés de guerra). Entretanto, após o discurso, durante as prévias do estado da Pensilvânia, Hillary disparou nas pesquisas pelo seu discurso pró-guerra. Agora, os republicanos anunciaram que poderão atacar a Síria e a Coréia do Norte (que juntamente com o Irã foram chamadas de nações do “eixo do mal” por Bush Filho), pois aviões espiões israelenses conseguiram provas contundentes de uma usina nuclear em construção conjunta pelos dois países, a fim de produção de armas atômicas. Segundo o Gallup, a população americana apoiou este discurso também. De duas, uma: ou os americanos são extremamente influenciáveis, ou simplesmente têm um espírito de salvaguardar o mundo inquestionável.

criado por Prof Rafael Porcari
17:55:00Sempre fui a favor de penas alternativas aos criminosos. Não me é simpática a idéia de encarceirar alguém e deixá-lo a esmo, sem atividade recuperativa nem de inserção social. Pior, custando caro ao Estado e conseqüentemente a nós.
No Rio Grande do Norte, vejo uma pena inusitada, aplicada a 3 hackers: Resumir mensalmente obras literárias de Graciliano Ramos. Realmente é algo alternativo, mas sinceramente um pouco excêntrico. Há duas interpretações: está se dando cultura aos infratores (ajudando-os), ou fazê-los ler seria uma punição, já que parecem não ter afinidade com tal hábito.
Uma questão fica no ar: que benefício eficaz tal pena traria à sociedade? Ouso brincar que, já que os mesmos são hackers, facilmente entregarão seus trabalhos pirateados de outrém!

criado por Prof Rafael Porcari
21:39:57